EDUCAÇÃO E DIREITOS HUMANOS

Migração e condições de trabalho nos canaviais são temas de oficina em Pradópolis (SP)

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O evento retomou conceitos sobre trabalho escravo contemporâneo e contou com participação de auditor fiscal do trabalho

No dia 10 de abril, o Escravo, nem pensar! realizou nova oficina pedagógica em Pradópolis, no interior paulista. O evento reuniu 26 professores e coordenadores de oito escolas da rede municipal, no Auditório da EMEF Luiz Ometto.

A oficina teve como objetivo retomar conceitos sobre o trabalho escravo contemporâneo e estimular a abordagem do tema em sala de aula. Tendo em vista que a região atrai muitos trabalhadores oriundos, principalmente, da Bahia e do Maranhão, devido ao cultivo da cana-de-açúcar, foi dada especial atenção à questão da migração e às condições de trabalho no setor sucroalcooleiro.

Um dos principais referenciais teóricos foi o fascículo As condições de trabalho no setor sucroalcooleiro, que os participantes receberam gratuitamente junto a outros materiais didáticos, produzidos pelo ENP!. Além disso, foram realizadas dinâmicas, atividades em grupos e exibições de vídeos.

Fascículo do ENP! sobre as condições de trabalho nos canaviais é utilizado como material didático

Ao longo do dia, muitos participantes compartilharam relatos sobre a realidade socioeconômica da região, destacando a migração de trabalhadores baianos e maranhenses, principalmente do município de Codó (MA) – a cidade é a quarta colocada entre os municípios que são origem dos trabalhadores libertados de escravidão no país, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

“Ao conhecer a realidade dos nossos migrantes, temos um outro olhar, o que nos torna mais humanos e conscientes de suas necessidades”, contou um dos professores.

Uma das atividades destacadas pelos participantes foi a sugestão de abordagem em sala de aula, com apresentação de projetos desenvolvidos por outras escolas do país. “Com a exposição de práticas de outras escolas, foi possível ampliar as possibilidades de trabalho”, explicou uma professora. (Para ver depoimentos de outros professores, assista ao vídeo). 

Também participou do encontro Roberto Figueiredo, coordenador do Grupo de Fiscalização Rural do Ministério do Trabalho e Emprego em São Paulo. Ele apresentou diversos casos de exploração de trabalhadores, trazendo fotos que surpreenderam os participantes.”Foi muito chocante, precisamos ter ciência do que ocorre ao nosso redor”, relatou uma professora.

Entre as violações estavam a falta de banheiros, água potável e locais apropriados para realizar as refeições; o péssimo estado dos veículos de transporte; as más condições dos alojamentos; e a ausência de equipamentos de proteção individual, principalmente nos casos de manipulação de agrotóxicos. Além disso, o auditor esclareceu dúvidas referentes às violações e fiscalizações.

O evento contou com o apoio da Brazil Foundation e com a parceria da Secretaria Municipal de Educação.

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Estiveram presentes professores de oito escolas municipais

 

O ENP! também esteve em Pradópolis em maio do ano passado. Para saber mais, clique aqui.

 

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TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO

Escravo, nem pensar! lança livro digital para explicar trabalho escravo contemporâneo

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Plataforma digital possibilita abordagem pedagógica com conteúdo multimídia e interatividade

A produção e o uso de livros digitais são ainda incipientes no Brasil. As editoras tentam encontrar um formato ideal para esse novo suporte com fins pedagógicos, e as instituições de ensino lidam com o desafio de trabalhar didaticamente um conteúdo, cujo formato é inédito para padrões tradicionais.

Ciente dessas transformações no setor da educação, o programa Escravo, nem pensar!, da ONG Repórter Brasil, lança o livro digital  Escravo, nem pensar! – Uma abordagem contemporânea sobre trabalho escravo na sala de aula e na comunidade. Nessa publicação, o trabalho escravo é apresentado por meio de recursos multimídia e interativos, que instigam a reflexão crítica e o debate em torno desse tema. Até o final de 2015, a publicação deve ser utilizada por professores do sistema educacional da rede pública de dois estados brasileiros.


(Clique aqui para ler a nota sobre a publicação em O Globo.)

“Há alguns anos, era impensável trabalharmos com uma publicação com o suporte digital para uma grande parte dos professores brasileiros, porque a internet era um serviço restrito a grandes centros metropolitanos. Hoje, o acesso à rede é muito mais disseminado no país. Os profissionais da educação têm familiaridade com as redes sociais e com o uso de smartphones e tablets. Nesse contexto, vimos a possibilidade de instigar o uso desses elementos para fins educacionais”, explica Natália Suzuki, coordenadora do programa Escravo, nem pensar!.

O livro digital foi elaborado com o apoio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em 2014, e sua versão piloto foi utilizada em atividades formativas realizadas pelo Escravo, nem pensar! ao longo desse mesmo ano.

Participantes da oficina de Pradópolis (SP)

Formação de professores em Pradópolis (SP)

Sobre o programa Escravo, nem pensar!

Coordenado pela Repórter Brasil, o Escravo, nem pensar! (ENP!) é o primeiro programa educacional de prevenção ao trabalho escravo a agir em âmbito nacional. Desde 2004, tem realizado atividades em comunidades de regiões de alta vulnerabilidade socioeconômica, suscetíveis a violações de direitos humanos como o trabalho escravo e o tráfico de pessoas. Suas ações de formação e prevenção já alcançaram mais de 140 municípios em nove estados brasileiros e beneficiaram mais de 200 mil pessoas. O programa foi incluído nominalmente na segunda edição do Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo e consta como meta ou ação de planos estaduais, como os do Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins.

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PREVENÇÃO AO TRABALHO ESCRAVO

Confira os 15 projetos comunitários selecionados para 2015

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ENP! divulga lista dos projetos que serão desenvolvidos entre abril e novembro deste ano

O programa Escravo, nem pensar! recebeu 95 propostas de organizações e indivíduos da sociedade civil de todo o país, que concorreram ao apoio do 9º Fundo de Apoio a Projetos do programa. Foram selecionados 15 projetos que desenvolverão ações de prevenção ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas.

Os recursos para a realização dessas iniciativas comunitárias são provenientes do Fundo Nacional de Solidariedade – Cáritas Brasil e da Procuradoria Regional do Trabalho em Água Boa (MT) – 23ª região.

Confira:

EstadoMunicípioNome do projetoOrganização ou indivíduo proponente
BahiaSanta Maria da Vitória Jovens quilombolas dizem não à escravidãoAbeltânia de Souza Santos
CearáForquilhaAdolescer sem DoerEscola de Cidadania Moésio Loiola de Melo Júnior
MaranhãoCodóLiberdade: Direito de Todo CidadãoCentro de Ensino Luzenir Matta Roma
MaranhãoCodóPrevenção ao Tráfico Humano com Jovens e AdolescentesJoseane Cantanhede dos Santos Morais
MaranhãoDom PedroTrabalho Escravo: Amarras que Impedem a Liberdade!Centro de Ensino Ana Isabel Tavares
Mato GrossoConfresaA Luta pela Erradicação do Trabalho Escravo, Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual CEJA Creuslhi de Souza Ramos
Minas GeraisGonçalvesSemeando a liberdadeEscola Estadual João Ribeiro da Silva
Minas GeraisIbiritéUm novo olhar: escravo, nem pensar...Escola Estadual Imperatriz Pimenta
Minas GeraisPatrocínioEscravidão: vamos abolir essa vergonha!Escola Estadual Coronel Elmiro Alves do Nascimento
Minas GeraisUnaíConscientizar para não escravizar!Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves
ParáBelémSODIREITOSSociedade de Defesa dos Direitos Sexuais na Amazônia
ParáMarabáConsciente e informado: direitos asseguradosEscola Família Agrícola
TocantinsAragominasJuventude em AÇÃO contra a escravidãoGrupo JUMP – Jovens Unidos Multiplicando Poder – Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo
Socorro
TocantinsAxixá de TocantinsEducar para não escravizarEscola Municipal Bom Jesus
TocantinsGurupiO que é ser livre e o que é ser escravo?Escola Estadual Dr. Waldir Lins

Nos próximos dias, a equipe do programa entrará em contato com os responsáveis pelos projetos selecionados para orientá-los sobre os próximos procedimentos e etapas de desenvolvimento das atividades que serão realizadas ao longo de 2015.

Para conhecer os 106 projetos já apoiados, clique aqui.

 

Caso tenha dúvidas, entre em contato pelo email [email protected] e/ou [email protected], ou pelo telefone (11) 2506-6570 (ramal 17).

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Combate ao trabalho escravo

Repórter Brasil é premiada com a Medalha Chico Mendes de Resistência

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Grupo Tortura Nunca Mais reconhece a relevância da organização para o combate ao trabalho escravo no Brasil

No último dia 31 de março, a Repórter Brasil foi premiada com a Medalha Chico Mendes de Residência, concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais-RJ, na categoria “trabalho escravo” por todas as ações de combate a essa violação de direitos humanos que a organização desenvolve desde 2001.

Em nome da Repórter Brasil, o prêmio foi recebido por Natália Suzuki, coordenadora de um dos programas da ONG, o Escravo, nem pensar!. Clique aqui para ler o seu discurso.

Medalha Chico Mendes de Resistencia 2015_entrega
A cerimônia aconteceu na sede da OAB-RJ (Organização dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro) e contou com a presença de entidades da sociedade civil e ativistas de direitos humanos.

Desde 1989, o Grupo Tortura Nunca Mais-RJ homenageia pessoas e entidades que se destacam nas lutas de resistência no Brasil e em outros lugares da América Latina por meio dessa premiação que acontece sempre no dia 31 de março ou em 1º de abril, como forma de rememorar o golpe militar de 1964 no Brasil e o seu triste legado para o país.

Veja outros premiados de 2015 e suas respectivas categorias:

  • Lúcia Maria de Souza (in memoriam) – Desaparecida política da Guerrilha do Araguaia.
  • João Gualberto Calatroni (in memoriam) – Desaparecido político da Guerrilha do Araguaia.
  • Mães de jovens assassinados em Manguinhos – Violência Urbana.
  • Igor Mendes da Silva – Militância Atual.
  • Flora Abreu Henrique da Costa – Militante.
  • Dom Xavier Gilles Maupeou d’Ableiges – Violência Rural.
  • José Celso Martinez Corrêa – Cultura.
  • Horácio Cintra Magalhães Macedo (in memoriam) – Educação.
  • Jorge Zabalza e Juan Carlos Machoso (ex-Tupamaros) – Internacional.
  • Jorge José Lopes Machado Ramos (in memoriam) – Homenagem Especial.

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Resistência

Discurso de premiação da Medalha Chico Mendes, concedida à Repórter Brasil na categoria “trabalho escravo”, pelo Grupo Tortura Nunca Mais-RJ.

| ENP! na estrada

Por Natália Suzuki

Em nome da Repórter Brasil, gostaria de agradecer o Grupo Tortura Nunca Mais, por termos sido premiados na categoria de combate ao trabalho escravo. É uma honra compartilhar a noite com os demais premiados, pessoas tão ilustres, que dedicaram e dedicam as suas vidas à proteção dos direitos humanos.

Entre 1995, quando o trabalho escravo foi reconhecido no país, e o ano passado, foram 47 mil trabalhadores resgatados de situações degradantes. Alojamentos inabitáveis, alimentos intragáveis e água contaminada são alguns elementos que compõem a condição diária de milhares de trabalhadores espalhados pelo país.

Diante desse contexto, desde 2001, a equipe da Repórter Brasil tem se dedicado ao combate dessa prática vergonhosa.

Consideramos que a mídia é um instrumento fundamental para tornar pública a situação indigna dos trabalhadores escravizados. É por isso que, por meio de reportagens, documentários e pesquisas, temos denunciado e pressionado o governo a adotar políticas públicas para a erradicação do problema e pressionado também a iniciativa privada a ser responsiva com a sua cadeia produtiva.

Muitos homens e mulheres perdem as suas vidas na frente de trabalho em pleno século 21. Não basta, portanto, apenas resgatá-los, é preciso primordialmente evitar que trabalhadores e trabalhadoras passem por essa experiência traumática e desumana. Por isso, a Repórter Brasil desenvolve um programa educacional de prevenção ao trabalho escravo nos locais o aliciamento e o uso de mão de obra escrava são frequentes. Em dez anos, alcançamos mais de 140 municípios e impactamos diretamente mais de 200 mil pessoas. No entanto, isso não tem sido suficiente.

Até há pouco tempo, pensávamos que a ocorrência do trabalho escravo estava restrita a localidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste em que a vulnerabilidade socioeconômica era preponderante.  No entanto, em 2013, as estatísticas nos apresentaram uma nova realidade: naquele ano, houve mais casos de trabalho escravo urbano – especialmente na construção civil e no setor têxtil – do que nas zonas rurais, onde tradicionalmente o problema era encontrado.

Diante disso, vimos que o nosso escopo de atuação precisa ser ampliado cada vez mais e nem sempre os braços e pernas da sociedade civil dão conta dessa dimensão.  Após 20 anos de combate, o balanço que fazemos, infelizmente, não é dos mais promissores. Houve muitas conquistas, mas há também muito retrocesso.

Ficamos muito felizes com a premiação da Medalha Chico Mendes, especialmente porque esse ano de 2015 se iniciou um tanto tenebroso e temeroso para os atores governamentais e não governamentais, envolvidos com o combate ao trabalho escravo no Brasil.

No apagar das luzes de 2014, em 27 de dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal suspendeu por liminar a publicação da lista suja. Essa lista é o cadastro das propriedades em que se comprovou o uso de trabalho escravo.

A Lista Suja é especialmente importante não somente pelo seu valor simbólico, por ser um documento em que o Estado torna público os violadores de direitos humanos, mas porque é o instrumento que instituições financeiras utilizam para não ceder crédito a escravagistas e para que empresas evitem comprar matéria prima produzida com trabalho escravo.

Para a sociedade civil, que vem fazendo um trabalho hercúleo nas áreas de prevenção e assistência à vítima, esse retrocesso soa como um deboche lamentável.

Como é possível contestar a existência de uma violação tão óbvia e indigna? Há quem o faça. Não somente os proprietários flagrados por usar esse tipo de mão de obra se recusam a reconhecer que cometeram o crime, mas há também representantes no Congresso Nacional que refutam o conceito contemporâneo de trabalho escravo e se esforçam para alterar a sua tipificação no Código Penal e, por assim, esvaziá-lo.

O Brasil já foi considerado um país modelo pelo seu combate ao trabalho escravo. Hoje estamos paulatinamente retrocedendo em aspectos que são básicos nessa luta. Não é possível prescindir do papel e da responsabilidade do Estado. Ele deve assumir a sua obrigação nesse contexto e não se eximir com justificativas lacônicas.

No entanto, quero lembrar que a defesa por direitos humanos não se faz apenas na macropolítica, porque isso poderia nos tornar cínicos ou mesmo frustrados.

Lutar pelos diretos humanos quase nunca será entendido um feito heroico, quase nunca será reconhecido.

Lutar pelos direitos humanos é essencialmente sairmos na nossa zona de conforto e contrariar o senso comum. É assumir responsabilidades além do que requer o nosso trabalho e o nosso papel de cidadão. E, nesse contexto, inevitavelmente nos confrontaremos com o diverso, com o polêmico, com o marginal.

Assumir a luta de direitos humanos é assumir uma postura cotidiana e sensível contra as injustiças e as desigualdades.

Obrigada.

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Prevenção

Secretarias Municipais de Educação do sul do Pará participam de oficina sobre trabalho escravo

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Objetivo é impulsionar as campanhas educativas de prevenção e combate ao trabalho escravo contemporâneo na região. Participantes receberam material didático sobre o tema e elaboraram planos de ação

No dia 19 de março, representantes da Secretaria Municipal de Educação de Marabá, Itupiranga, Eldorado dos Carajás e Nova Ipixuna participaram da oficina pedagógica Escravo, nem pensar!. O objetivo central da atividade foi abordar o trabalho escravo contemporâneo no Brasil, detalhando suas características e formas de ocorrência, e apresentar estratégias educativas para se abordar a temática nas escolas do sul do Pará, região que concentra um grande número de casos dessa prática criminosa.

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Os educadores participaram de dinâmicas, assistiram vídeos e se apropriaram das publicações didáticas do programa, que incluem livros, fascículos temáticos, vídeos e um jogo digital. “Todos os aspectos apresentados foram relevantes: a temática, a abordagem do formador, os materiais didáticos e a participação dos cursistas. A formação foi excelente!”, avalia o professor Wellington de Lima Sousa, da Secretaria Municipal de Marabá (PA).

Com base nas discussões e nos subsídios didáticos apresentados, os representantes das Secretarias elaboraram planos de ação para multiplicar o conteúdo nas escolas. Os resultados das campanhas educativas previstas serão apresentados em maio, num encontro que reunirá representantes de outros nove municípios da região.

A oficina faz parte da formação continuada iniciada em agosto de 2014 e que conta com apoio do Grupo de Articulação Interinstitucional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo no Sul e Sudeste do Pará (Gaete) e da TAM Linhas Aéreas.

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Fundo de apoio

Edital de apoio a projetos encerra as inscrições

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Grande número de propostas recebidas reflete o desejo de escolas e organizações sociais de somarem forças contra o trabalho escravo e o tráfico de pessoas. Resultado da seleção será publicado em abril

As inscrições para o edital da 9ª edição do Fundo de Apoio a Projetos Escravo, nem pensar! encerraram no dia 09 de março, como previa a nota de prorrogação publicada em fevereiro. O edital, amplamente divulgado, recebeu um grande número de propostas. Confira o balanço dessa etapa:

Projetos recebidos: 95

Proponentes: 67 escolas e 26 organizações sociais

Panorama geográfico: 73 municípios de 13 estados do Brasil

Agradecemos a todos os educadores interessados em se engajar no combate e prevenção ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas. Divulgaremos o resultado do processo na primeira semana de abril.


Apoio a projetos

DSCF1880Os projetos selecionados contarão com uma ajuda de custo de até R$ 1.500,00 e terão que desenvolver as atividades educativas entre abril e 23 de outubro de 2015. A equipe do Escravo, nem pensar! selecionará os projetos de acordo com os critérios descritos no edital. Podem participar entidades e indivíduos da sociedade civil que tiverem interesse em desenvolver um projeto na escola em que trabalham, em articulação com outras escolas, ou na comunidade onde atuam. As propostas devem abordar a temática do trabalho escravo e do tráfico de pessoas. Desde 2007, 106 projetos realizados por professores(as) e lideranças na Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí e Tocantins. Conheça os projetos aqui.

 

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EDUCAR PARA LIBERTAR

Publicação reúne resultados de projetos de prevenção ao trabalho escravo

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Projetos desenvolvidos por escolas e entidades sociais mobilizaram 7.150 pessoas em cinco estados brasileiros. Material de sistematização dos projetos está disponível para download

A cada ano, milhares de trabalhadores são aliciados, enganados e acabam sendo vítimas do trabalho escravo contemporâneo nas mais diversas atividades econômicas nas zonas rural e urbana do Brasil. Para enfrentar essa grave violação dos direitos humanos, o programa Escravo, nem pensar! publica, desde 2007, o Fundo de Apoio a Projetos ENP!, responsável por mobilizar e apoiar financeira e pedagogicamente iniciativas comunitárias de prevenção e combate.

enp_capaOs 16 projetos apoiados em 2014 podem ser conhecidos no caderno Experiências Comunitárias de Combate ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas – 2014. A publicação apresenta o contexto, a proposta de ação e as atividades educativas realizadas por 29 instituições, entre escolas e organizações da sociedade civil, de municípios de cinco estados do país (Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí e Tocantins), onde os registros de trabalho escravo são frequentes. Ao todo, os projetos tiveram 7.150 beneficiários diretos.

Para tornar possível as ações, cada projeto recebeu até R$ 1.500,00, um kit com diversos materiais de apoio e acompanhamento pedagógico mensal da equipe do programa para subsidiar as atividades. Os projetos desenvolveram as ações entre maio e novembro de 2014. Alunos e membros de comunidades rurais elaboraram peças teatrais, panfletagem, pesquisa com moradores, apresentações culturais, caminhadas, palestras abertas, oficinas, além da produção de um extenso conjunto de material didático, como murais informativos, textos, poesias, faixas e desenhos. O Fundo de Apoio a Projetos ENP!  2014 contou com apoio do Ministério Público do Trabalho em Cascavel e em Cáceres e da TAM Linhas Aéreas.

E as campanhas educativas contra o trabalho escravo continuam. As inscrições para a edição 2015 do Fundo de Apoio a Projetos estão abertas. O prazo para envio de propostas é 09 de março.

 

 

 

 

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Fundo de apoio

Edital de apoio a projetos é prorrogado

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O programa Escravo, nem pensar! da ONG Repórter Brasil prorrogou as inscrições para a 9ª edição do Fundo de Apoio a Projetos do Escravo, nem pensar!, responsável pelo financiamento de projetos de prevenção ao tráfico de pessoas para o trabalho escravo. O novo prazo para envio das propostas é dia 09 de março de 2015 (segunda-feira).

DSCF1880Os projetos selecionados contarão com uma ajuda de custo de até R$ 1.500,00 e terão que desenvolver as atividades educativas entre 16 de março e 23 de outubro de 2015. A equipe organizadora do Fundo de Apoio a Projetos do Escravo, nem pensar! selecionará os projetos de acordo com os critérios descritos no edital. Para serem financiados, os projetos selecionados devem cumprir o contrato, executar as atividades propostas e prestar contas ao final.

Podem participar entidades e indivíduos da sociedade civil que tiverem interesse em desenvolver um projeto na escola em que trabalham, em articulação com outras escolas, ou na comunidade onde atuam. As propostas devem abordar a temática do trabalho escravo e do tráfico de pessoas. As propostas devem ser enviadas para [email protected]

Clique aqui para baixar o edital completo com mais informações sobre as inscrições.

Desde 2007, 106 projetos realizados por professores(as) e lideranças na Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí e Tocantins já receberam apoio pedagógico e financeiro para colocar em prática ações de combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas. As atividades foram diversificadas e interdisciplinares, desde peças de teatro até grafitagem, passando por programas de rádio, vídeos, palestras, encontros, caminhadas, pesquisas, produção de panfletos e cartilhas, confecção de cartazes e camisetas, oficinas de música, realização de oficinas de artesanato e plantio de hortas comunitárias. Confira aqui os projetos já contemplados.

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SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Parauapebas (PA) publica resultados da campanha contra o trabalho escravo

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Revista reúne as produções textuais e desenhos sobre o tema do trabalho escravo contemporâneo elaborados pelos alunos da rede de ensino do município paraense

Educação contra o trabalho escravo. Foi com esse lema que a Secretaria Municipal de Educação de Parauapebas, no sudeste do Pará, promoveu, em outubro de 2014, uma campanha educativa nas escolas a respeito dessa prática criminosa. Professores e alunos discutiram o tema em sala de aula, traçaram relações com a realidade local e alertam as comunidades sobre o perigo do aliciamento de trabalhadores.

Os resultados desse projeto municipal estão agora reunidos na revista Trabalho Escravo Contemporâneo – Parauapebas contra essa prática. As escolas produziram materiais didáticos como paródias, histórias em quadrinhos, artigos de opinião e desenhos sobre o assunto. Em 2015, a Secretaria pretende expandir o alcance do projeto e envolver escolas que não participaram do projeto no ano anterior.

“O projeto contribuiu para despertar o senso critico e formação cidadã de crianças, adolescentes e jovens acerca do trabalho escravo contemporâneo, uma prática ilegal e imoral existente no município. Todos de engajaram nas atividades, o que fez com que o projeto ganhasse grande dimensão. Resolvemos registrar as atividades realizadas pelos professores e alunos como reconhecimento pelo trabalho feito e também para estimular novas abordagens sobre o tema.”

Janes Vargem, coordenadora municipal da área de História e responsável pelo projeto.

Formação de gestores

As atividades escolares em Parauapebas são consequência da formação continuada de gestores da Educação realizada pelo Escravo, nem pensar!  em agosto de 2014, em Marabá (PA). Além de Parauapebas, a formação envolve os municípios de Abel Figueiredo, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Piçarra, São João do Araguaia e Tucumã.

Em dezembro, aconteceu o primeiro encontro de acompanhamento pedagógico, no qual foram exibidos os resultados parciais das campanhas educativas nos municípios. O segundo e último encontro está previsto para maio deste ano. A formação conta com apoio do Grupo de Articulação Interinstitucional para o Enfrentamento ao Trabalho Escravo no Pará (Gaete), Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e TAM Linhas Aéreas, além da parceria com a Comissão Pastoral da Terra.

 

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