Educadores do Maranhão

O projeto Escravo, nem pensar! no Maranhão – 2019/2021 tem como objetivo prevenir a ocorrência do trabalho escravo no estado por meio da realização de projetos educacionais sobre o problema nas escolas da rede pública estadual. Nesta edição do projeto, foram contempladas as Unidades Regionais de Educação (URE) Chapadinha, Itapecuru-Mirim, Pedreiras, Pinheiro, Rosário e São Luís. As UREs são unidades descentralizadas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) responsáveis pelo gerenciamento das escolas nos municípios. Com exceção de São Luís, as demais UREs participantes são as únicas do Maranhão que ainda não haviam sido contempladas pelo projeto ENP! nas duas edições anteriores.

A metodologia do projeto consiste na formação de gestores e técnicos pedagógicos das UREs, que são responsáveis por multiplicar referências e materiais didáticos sobre o tema do trabalho escravo para os professores. Estes, por sua vez, elaboram projetos e atividades pedagógicas com os estudantes, que alcançam também a comunidade extraescolar.

A iniciativa é fruto do apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) e conta com a parceria da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo no Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop).

Atualmente, o projeto se encontra na fase de sistematização de resultados finais, que serão apresentados em 2022.

Escravo, nem pensar! no Maranhão

Esta é a 3ª edição do projeto ENP! no Maranhão. Em 2015, o estado foi pioneiro em adotar a metodologia do programa voltada à formação de gestores e técnicos pedagógicos de UREs. Confira abaixo os principais resultados das duas primeiras fases dessa ação:

Escravo, nem pensar! no Maranhão – 2015/2016

Escravo, nem pensar! no Maranhão – 2018

Trabalho escravo no Maranhão

O Maranhão é a principal origem de trabalhadores que acabam em situação de trabalho escravo no Brasil. Quase um quarto (22%) de todos os resgatados no país são maranhenses, porcentagem que representa 8.339 trabalhadores libertados no período entre 2003 e 2020, segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência. O estado é ainda foco de exploração em seu próprio território, ficando na 5ª posição do ranking nacional, com 3.536 escravizados em 206 casos entre 1995 e 2021. O trabalho escravo no Maranhão acontece predominantemente em atividades rurais como a pecuária e a produção de carvão vegetal, mas também há registros em setores urbanos, como a construção civil.