Atividade didática

Atividade sobre a pecuária está no ar

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Esta proposta é especialmente desenvolvida para educadores e educadoras da Amazônia, mas também pode levantar a reflexão em outras partes do país

Você já parou pra pensar que há mais cabeças de gado no Brasil do que habitantes? E sabe que a floresta amazônica tem tombado para dar lugar a pastagens? Essas são algumas das perguntas colocadas na nova atividade que acaba de ser lançada em nosso site, na seção Para a sala de aula. Seu objetivo é tentar enfocar os impactos socioambientais da pecuária, atividade econômica que concentra o maior número de casos de trabalho escravo em nosso país.

Depois de refletir sobre alguns números, estudantes e comunidades terão oportunidade de analisar como a pecuária está relacionada ao desmatamento e ao processo de “ocupação” da Amazônia a partir da década de 1970. Além disso, por meio de cruzamentos de mapas, veremos que o avanço dessa atividade sobre a floresta tem estreita relação com as libertações realizadas pelo Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.

Por fim, chegamos à discussão sobre o estudo da cadeia produtiva da pecuária. A carne que consumimos foi produzida com o emprego da mão de obra escrava? Ela vem de áreas desmatadas ilegalmente?

Clique aqui para acessar a atividade. E deixe em nosso site seus comentários e sugestões de mudança.

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Rede Social Minha Terra

Pauta sobre trabalho escravo na Rede Social Minha Terra

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A temática passou a fazer parte das propostas de trabalho para jovens e educadores de todo Brasil que integram essa rede

A partir de uma sugestão de pauta, estudantes de todo Brasil podem elaborar, em parceria com seus professores e professoras, reportagens, filmagens e produzir outros materiais para abordar aspectos da sua realidade, divulgados na internet para jovens e escolas de diversas regiões do país. Junto a isso, pensar em ações e colocá-las em prática para combater o problema diagnosticado. É essa a proposta da Rede Social Minha Terra.

Após conversas com o programa “Escravo, nem pensar!”, foi sugerida a pauta “Trabalho escravo, não!”. O objetivo é abordar situações de trabalho escravo nos dias de hoje, as consequências para trabalhadores e sociedade e estabelecer relações entre cadeias produtivas e a exploração dos trabalhadores. Além disso, realizar pesquisas na mídia sobre o tema e refletir sobre como se pode reagir ao problema.

A Rede Social Minha Terra faz parte do EducaRede. No portal, há materiais pedagógicos para apoiar educadores na prática com Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC), estudos teóricos e relatos de experiências pedagógicas.

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Atividade didática

Confira nova atividade sobre a concentração de terras

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A proposta pode ser realizada em parceria entre educadores e educadoras de Ciências Humanas e Matemáticas

Charge de Baraldi compõe atividade

Charge de Baraldi compõe atividade

Está no ar aqui no site do “Escravo, nem pensar!” uma nova sugestão de atividade, na seção Para a sala de aula. Quando falamos em trabalho escravo rural contemporâneo ou mesmo quando abordamos a realidade agrária brasileira, não temos como fugir de um assunto que se faz presente em nossa história desde que as caravelas portuguesas aqui desem­barcaram: a concentração da terra. O nosso país é um dos mais desiguais neste quesito: poucos detêm muita terra, muitos têm pouca terra ou terra nenhuma.

A proposta da atividade é discutir como se dá a distribuição da terra na sua região e em nosso país e suas origens. Também vamos refletir sobre as consequências que a concentração fundiária provoca, tanto no campo como nas cidades.

Além disso, durante a sequência, será possível abordar os seguintes temas: a produção de alimentos, a agricultura familiar, a história da terra em nosso país, e a resistência de trabalhadores e dos povos do campo.

Clique aqui para acessar a atividade. Não deixe de criar novas ideias a partir do que propomos e de deixar seus comentários em nosso site.

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Projetos comunitários

Comunidade quilombola luta contra escravidão de hoje

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No dia 18 de junho aconteceu o encerramento do projeto “As lutas de um povo de uma comunidade quilombola”, realizado pela Escola Emanuel

Entrada da comunidade traz faixa com nome do projeto (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Entrada da comunidade traz faixa com nome do projeto
(Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Rodeada por grandes fazendas no município de Santa Fé do Araguaia, a comunidade quilombola de Cocalinho descende de escravos negros fugidos, vindos do Maranhão em direção ao norte do Tocantins. Com área restrita e sem espaço para plantio, vê hoje muitos de seus filhos enfrentando outro tipo de escravidão, diferente daquela de antigamente, mas semelhante ao arrancar a dignidade dos trabalhadores.

“Muitos alunos, ao estudarem os textos sobre trabalho escravo contemporâneo, disseram que já tinham vivenciado essa situação”, afirma Maria Aparecida Lima, coordenadora do projeto “As lutas de um povo de uma comunidade quilombola”, realizado pela Escola Municipal Emanuel. Por meio de vídeos, pesquisas e produção de desenhos, alunos e alunas da escola puderam conhecer mais sobre o tema do trabalho escravo e relacioná-lo à história da comunidade.

Foram feitas entrevistas com os moradores mais antigos sobre os hábitos, a cultura, a religião, em um mergulho de reconhecimento da identidade. “As crianças não sabiam que os mais velhos tinham passado por tantas situações de dificuldade, como, por exemplo, um senhor que teve casa incendiada por fazendeiros, e que só não foi morto porque não estava no local. Agora podemos trabalhar na escola a fundo a história que os alunos sabiam superficialmente”, avalia Maria Aparecida. Assim, o objetivo do projeto era fortalecer a comunidade por meio da memória de suas lutas, tendo em vista que, mais forte, está menos vulnerável ao trabalho escravo.

Crianças apresentam o lindô, dança tradicional  (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Crianças apresentam o lindô, dança tradicional
(Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Festa

No dia 18, a comunidade foi reunida na Associação da Comunidade Quilombola de Cocalinho, parceira na realização do projeto, para prestigiar os trabalhos realizados. Os desenhos foram expostos e um vídeo com depoimentos dos moradores mais antigos foi exibido. Além disso, houve apresentação de teatro, paródia e da dança tradicional lindô. O encerramento, aproveitando o mês junino, foi com uma bela quadrilha, dançada pelos pequenos e pelos jovens.

A equipe do “Escravo, nem pensar!” estava presente. Também compareceram a secretária municipal de Educação de Santa Fé do Araguaia e representantes da Comissão Pastoral da Terra.

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Projetos comunitários

Escola de Confresa reúne 200 pessoas na luta contra o trabalho escravo

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Participantes de projeto estão produzindo filmes e programas de rádio para levantar debate sobre escravidão e o campo

Comunidade Jacaré Valente assiste à apresentação na escola Antônio Alves Dias (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Comunidade Jacaré Valente assiste à apresentação na escola Antônio Alves Dias (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

No último dia 14, cerca de 200 pessoas da cidade de Confresa, em Mato Grosso, participaram da mostra cultural organizada pela Escola Estadual Antônio Alves Dias, localizada na comunidade Jacaré Valente, por meio do projeto “Rádio na escola – Comunicação como meio de erradicar o trabalho escravo contemporâneo”, em parceria com o programa “Escravo, nem pensar!”.

Neste dia foi feita a segunda apresentação aberta ao público, com exibição de diversos materiais produzidos por professores, professoras e estudantes, como cartazes, textos, desenhos sobre a escravidão antiga e a contemporânea, poemas, músicas e espetáculos de dança e de teatro. Também foram distribuídos folhetos informativos para a comunidade. No segundo semestre, entrará no ar o programa de rádio da escola, produzido por alunos e alunas da 8ª série. A rádio consiste em uma caixa de som que irá transmitir o programa nas escolas Jacaré Valente e Antônio Alves Dias.

Um dos objetivos desse projeto é também resgatar a memória da comunidade, que teve origem em um assentamento. Para isso, estão produzindo um filme com o envolvimento dos estudantes. As turmas de Educação de Jovens e Adultos participam da iniciativa com pesquisas na comunidade e, ao mesmo tempo, são fonte de informação sobre a história de ocupação da região, que já envolveu casos grilagem e conflitos por terra.

Estudantes da escola Novo Planalto também presentes no combate à escravidão (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Estudantes da escola Novo Planalto também presentes no combate à escravidão (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Além da Escola Estadual Antônio Alves Dias, outras três escolas situadas na zona rural (Escola Municipal Pau Brasil,
Escola Municipal Jacaré Valente e Escola Municipal Novo Planalto) – estão participando das atividades. Com isso, o tema tem sido trabalhado de maneira multidisciplinar e as turmas têm produzido cartazes, gibis, paródias, filmes, teatro, desenho e artesanato como incentivo à economia solidária.

Ao todo, estão em andamento quinze projetos de prevenção ao trabalho escravo rural, espalhados por doze municípios de seis estados do Brasil – Mato Grosso, Tocantins, Pará, Bahia, Maranhão e Piauí. Eles são apoiados pelo programa de educação para prevenção e conscientização sobre trabalho escravo “Escravo, nem pensar!”, coordenado pela ONG Repórter Brasil, e pela Catholic Relief Services.

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Formação

Repórter Brasil dá continuidade a formação em acampamento

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Mais um encontro no acampamento Bom Jesus-Gabriel Filho reforça organização de trabalhadores e trabalhadoras para resistirem na luta pela terra

Atividade teve participação de famílias das duas áreas Crédito: Arquivo Repórter Brasil

Atividade teve participação de famílias das duas áreas
Crédito: Arquivo Repórter Brasil

No último dia 15, Repórter Brasil e Comissão Pastoral da Terra deram continuidade ao trabalho de formação no acampamento Bom Jesus-Gabriel Filho, em Palmeirante, no Tocantins. Cerca de 40 homens e mulheres se reuniram para se apropriarem dos instrumentos do regimento interno, aprovado no mês passado. O documento traz regras relacionadas à organização política, direitos e deveres dos acampados.

O encontro iniciou com uma dinâmica de construção de bonecos, para reflexão sobre a importância do trabalho coletivo, comunicação e união entre as diversas famílias que estão na luta pela conquista da terra. Em seguida, o regimento foi apresentado em cartazes.

Desde 2007, trinta famílias ocupam duas áreas: a fazenda Recreio e a fazenda Freitas. O fazendeiro da primeira está negociando a terra com o Incra. Na segunda fazenda, em outubro do ano passado foi assassinado o trabalhador Gabriel Vicente de Souza Filho, segundo testemunhas, pelo fazendeiro e por dois pistoleiros. Em homenagem, hoje as famílias ocupantes dessa área batizaram o espaço como Acampamento Gabriel Filho.

A proposta do “Escravo, nem pensar!” com este grupo parte da ideia de que uma das principais armas contra o trabalho escravo é a organização dos próprios trabalhadores na luta pela conquista de seus direitos. Assim, a atuação na ocupação Bom Jesus tem como princípio o espaço da formação enquanto forma de ampliar a mobilização do grupo. A prevenção ao trabalho escravo é pensada de maneira ampliada: não somente através da multiplicação da informação, mas no reconhecimento dos próprios trabalhadores enquanto sujeitos de suas histórias. Para saber mais, clique aqui.  

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Acessoria pedagógica

Participantes de dois municípios de Mato Grosso estarão reunidos na próxima semana

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Porto Alegre do Norte e Confresa receberão último encontro de acompanhamento do “Escravo, nem pensar!”

No dia 13 de junho, educadores, educadoras e lideranças de Porto Alegre do Norte, em Mato Grosso, participarão do terceiro encontro de acompanhamento do “Escravo, nem pensar!” no município. O encontro será realizado no antigo SEAD, das 13h às 17h.

E no dia 14 será a vez dos participantes de Confresa, em Mato Grosso, participarem do encontro no Centro de Educação de Jovens e Adultos Creuslhi de Souza Ramos, das 8h às 12h.

Após integrarem uma formação do programa em 2009, os participantes tiveram encontros periódicos com a equipe do “Escravo, nem pensar!” para trocar informações sobre a experiência de abordar o tema do trabalho escravo e outros assuntos relacionados em sala de aula. Também participaram de atividades didáticas, receberam novos materiais didáticos produzidos pelo programa e um balanço de notícias da região sobre o assunto.

Os eventos da próxima semana encerram o ciclo de encontros presenciais do programa, mas os participantes continuam integrando a rede de mobilização e de troca de informações do “Escravo, nem pensar!”.

As formações do programa nos dois municípios ocorreram em 2009 e contaram com apoio da Secretaria de Educação de Estado de Mato Grosso, Secretaria Municipal de Educação, Esporte, Lazer e Cultura de Confresa, Secretaria Municipal de Educação de Canabrava do Norte, Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre do Norte, Paróquia, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Confresa, Associação Terra Viva, Comissão Pastoral da Terra, Secretaria de Educação de Estado de Mato Grosso, União Brasileira de Mulheres, Ministério Público do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e TAM Linhas Aéreas.

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Debate

Os impactos da soja em debate

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Atingidos pelas lavouras de grãos de Campos Lindos, no Tocantins, se reuniram para diagnóstico entre os dias 20 e 22 de junho

Casa de seu Francisco recebeu os participantes (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Casa de seu Francisco recebeu os participantes
(Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

“Meu nome é Francisco, da comunidade São Francisco, minha terra beira o ribeirão São Francisco”. Assim se apresentou o dono da casa que acolheu os participantes do encontro. Sob a sombra de mangueiras, de um lado um morro e o cerrado, de outro compridos buritis sobre o brejo, camponeses e camponesas de cinco comunidades atingidas pela soja em Campos Lindos, no Tocantins, reuniram-se para avaliar como resistiram aos impactos até o momento e fazer um diagnóstico da situação atual. O contraste entre o cenário onde aconteceu o encontro e os imensos campos de soja, sem mangueiras ou buritis, impressiona. Outro contraste também chama atenção: o município é o maior exportador de soja do Estado e, ao mesmo tempo, o mais pobre do Brasil.

Para realizar o diagnóstico, inicialmente cada comunidade elaborou um mapa, apontando: os recursos naturais, seu uso e eventual degradação; a produção agropecuária; se o trabalho da família se dá apenas no lote ou se é necessário trabalhar nas fazendas; os espaços sociais e as residências; a situação da posse da terra. As comunidades participantes foram: Vereda Bonita, Passagem de Areia, Raposa, São Francisco e Sussuarana.

Grupo realizou diagnóstico dos impactos da soja (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Grupo realizou diagnóstico dos impactos da soja
(Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

No segundo dia, foi o momento de saber se os recursos – naturais, humanos, estruturais, financeiros – das comunidades estão vulneráveis em função de alguns riscos a que estão submetidos, como desmatamento, envenenamento por agrotóxicos, o avanço da soja. De acordo com o grupo, a soja é o fator que oferece mais impactos à região e acaba gerando outros problemas para as comunidades. O mau cheiro do veneno usado nas lavouras e as doenças que ele provoca, a contaminação das águas, a expulsão de famílias, a morte dos animais são alguns dos exemplos citados.

Por fim, o grupo analisou suas forças e fraquezas. A partir delas, em julho será feito um plano de ação com objetivo de ampliar a organização das comunidades, fortalecendo a resistência.  O encontro foi realizado pela Comissão Pastoral da Terra em parceria com a Repórter Brasil. O programa “Escravo, nem pensar!” iniciou sua atuação no município em 2008.

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Acessoria Pedagógica

Participantes de Itupiranga terão novo encontro na próxima semana

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Educadores, educadoras e lideranças receberão novos materiais didáticos sobre o tema

No dia 6 de junho, educadores, educadoras e lideranças de Itupiranga, no Pará, participarão do primeiro encontro de acompanhamento do “Escravo, nem pensar!” no município. O encontro será realizado no auditório da Secretaria Municipal de Educação, das 8h às 12h.

Formação sobre trabalho escravo ocorreu em 2010 Crédito: Gustavo Ohara

Formação sobre trabalho escravo ocorreu em 2010
Crédito: Gustavo Ohara

Após integrarem uma formação do programa, os participantes se reúnem aproximadamente a cada seis meses para trocarem informações sobre a experiência de abordar o tema do trabalho escravo e outros assuntos relacionados em sala de aula. Também participam de atividades, recebem novos materiais didáticos produzidos pelo programa e um balanço de notícias da região sobre o assunto.

A formação do programa ocorreu em 2010 e contou com apoio da 4ª Unidade Regional de Ensino de Marabá, Comissão Pastoral da Terra, Pastorais Sociais, Conselho Tutelar, Secretaria Municipal de Educação, Ministério Público do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e TAM Linhas Aéreas.

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Projetos comunitários

Projetos usam blogs para divulgar ações sobre trabalho escravo

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Educadoras criam páginas na internet para expor atividades desenvolvidas por alunos

As experiências de combate ao trabalho escravo promovidas pelas escolas, em parceria com o “Escravo, nem pensar!”, estão cada vez mais sem fronteiras.

Fazendo uso das ferramentas que a internet oferece, algumas escolas têm criado os blogs – páginas pessoais e gratuitas de fácil utilização – para divulgar atividades, expor fotos, vídeos e trabalhos realizados pelos estudantes.

É o caso da Escola Estadual Rui Barbosa, em Alta Floresta, no Mato Grosso (http://ruibarbosaaf.blogspot.com/), que realiza o projeto “Trabalho escravo, jamais!”, e tem o objetivo de alertar alunos e alunas, especialmente de Educação de Jovens e Adultos (EJA), e a comunidade desempregada da cidade sobre os riscos do aliciamento para o trabalho escravo.

No município de Confresa, também no Mato Grosso, a Escola Estadual Antônio Alves Dias está desenvolvendo o projeto “Rádio na escola – comunicação como meio para erradicar o trabalho escravo contemporâneo e degradante”. Os participantes estão produzindo um filme com a história do assentamento onde fica a escola e pretendem divulgar informações sobre trabalho escravo por meio da rádio escolar. As atividades estão registradas no blog do Centro de Formação e Atualização de Professores (Cefapro) de Confresa (http://cefaprocfs.blogspot.com).

Em Paraibano, no Maranhão, cidade com alto índice de saída de trabalhadores para trabalhar em outros Estados, o projeto “Professores na luta contra o trabalho escravo” envolve diferentes escolas e tem como objetivo formar multiplicadores para alertar sobre o trabalho escravo. Para isso, professores e professoras estão preparando uma dramatização a ser encenada nas escolas da cidade. As primeiras atividades estão publicados no endereço: http://meusespiches.blogspot.com

O uso da internet

Além de dar visibilidade aos trabalhos realizados dentro das escolas, os blogs também podem ser usados como uma espécie de “diário virtual” – um registro que se torna permanente (a menos que os organizadores desejem apagá-lo). Com isso, pessoas que já passaram pela escola, ou que acabaram de ingressar, poderão ter contato daqui a alguns anos com os projetos que estão sendo desenvolvidos.

Pela internet, as escolas também podem disponibilizar o rico conteúdo de pesquisa e produção de trabalhos realizados durante o projeto, auxiliando na prevenção e conscientização sobre o trabalho escravo contemporâneo. Dessa forma, as páginas também podem ser usadas como fontes de pesquisa para qualquer usuário da internet, de qualquer lugar do país ou do mundo.

Apesar de menos da metade da população brasileira ter acesso frequente à rede, o número de usuários vem crescendo ano a ano, e cada vez mais alunos e alunas recorrem à internet para realizar pesquisas e trabalhos escolares.

Apoio

Os projetos citados acima são financiados pelo Fundo de apoio a projetos do “Escravo, nem pensar!”. Ao todo, em 2011, 15 projetos estão sendo apoiados. Confira:

  • “Preservando o meio ambiente e colhendo cidadania: Escravo, nem pensar!” – Ibotirama (BA)
  • “Escravidão feminina no mundo contemporâneo” – Piritiba (BA)
  • “Professores na luta contra o trabalho escravo” – Paraibano (MA)
  • “Trabalho escravo, jamais!” – Alta Floresta (MT)
  • “Rádio na escola: Comunicação como meio de erradicar o trabalho escravo contemporâneo e degradante” – Confresa (MT)
  • “Trabalho escravo: informar para libertar” – Marabá (PA)
  • “Ouro preto” – Paragominas (PA)
  • “A liberdade se conquista através da aquisição de conhecimentos” – Xinguara (PA)
  • “Superando as mazelas da exploração capitalista” – Xinguara (PA)
  • “Purguy contra o trabalho escravo” – Xinguara (PA)
  • “Educar para não virar escravo”  – União (PI)
  • “Quebrando as correntes da escravidão” – Avelino Lopes (PI)
  • “As lutas de um povo de uma comunidade quilombola” – Santa Fé do Araguaia (TO)
  • “Estrada para cidadania” – Araguaína (TO)
  • “Não há cidadania sem liberdade” – Araguaína (TO)

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