Profissionais da Assistência Social do Rio de Janeiro (RJ)

Em 2019, a Repórter Brasil e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (Smasdh-RJ) implementaram o projeto Escravo, nem pensar! Atendimento humanizado ao migrante e prevenção ao tráfico de pessoas e trabalho escravo. A ação teve como objetivo qualificar a atuação das equipes técnicas da rede de Assistência Social em casos de trabalho escravo e fortalecer o seu atendimento a grupos vulneráveis ao problema, especialmente comunidades de imigrantes.

Esta foi a primeira ação ampla e coordenada de prevenção ao trabalho escravo a ser realizada no Rio de Janeiro (RJ). Entre janeiro e dezembro daquele ano, o projeto foi desenvolvido em 47 Cras e 14 Creas da capital fluminense, contemplando 90% dessas unidades no município. Ao todo, foram formados direta e indiretamente 625 profissionais da rede socioassistencial. Esses servidores, por sua vez, disseminaram informações sobre migração e trabalho escravo em suas unidades de trabalho e para a população de diferentes bairros. Como resultado, 2.702 pessoas, de diferentes bairros do município, foram envolvidas nas atividades educativas do projeto.

Esse resultado contribui diretamente para o fortalecimento da atuação dessas equipes técnicas na proteção e acolhimento a cidadãos, brasileiros ou migrantes, que venham a sofrer a exploração de trabalho escravo e tráfico de pessoas, uma vez que cabe aos profissionais dessas unidades encaminhar denúncias de situações irregulares aos órgãos fiscalizadores e prestar atendimento às vítimas dessas graves violações de direitos humanos.

A iniciativa contou com o apoio do Ministério Público do Trabalho e a parceria da Coetrae-RJ (Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo no Rio de Janeiro).