Educadores do Mato Grosso

Em 2022, a Repórter Brasil realiza o projeto Escravo, nem pensar! no Mato Grosso – 2022. A ação é realizada conjuntamente com a Secretaria de Estado da Educação do Mato Grosso (Seduc-MT) e direcionada a educadores da rede estadual de ensino de oito Diretorias Regionais de Ensino (DRE): Alta Floresta, Cáceres, Confresa, Cuiabá, Juína, Querência, Tangará da Serra e Várzea Grande. Essas regionais são responsáveis pela administração de 382 escolas de 67 municípios mato-grossenses.

O objetivo da iniciativa é reduzir o aliciamento e os casos de trabalho escravo em comunidades vulneráveis. O projeto conta com a parceria dos órgãos do poder público e de entidades da sociedade civil que compõem a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT).

Os profissionais formados diretamente pela equipe do ENP! são responsáveis pela multiplicação de conteúdos, materiais e referências relacionados ao tema do trabalho escravo e assuntos correlatos para os educadores das escolas. Estes, por sua vez, desenvolverão atividades e projetos pedagógicos sobre o tema com alunos e comunidades. Ao longo do ano, o ENP! organizará três módulos formativos, a serem realizados entre abril e novembro.

Escravo, nem pensar! no Mato Grosso entre 2007 e 2015

Entre 2007 e 2015, o programa Escravo, nem pensar! implementou e apoiou iniciativas de prevenção ao trabalho escravo no estado, alcançando um total de 34.565 beneficiários. Esses projetos contaram com a parceria de Secretarias Municipais de Ensino e com participação da Seduc. Para saber mais sobre algumas dessas experiências, consulte a cartilha Experiências Comunitárias de Combate ao Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas 2015.

Trabalho escravo no Mato Grosso

O Mato Grosso é segundo estado com o maior número de trabalhadores resgatados do trabalho escravo no ranking nacional. De 1995 a 2021, foram libertadas 6.184 pessoas em 225 casos. O problema está concentrado principalmente em atividades rurais, como a colheita de cana-de-açúcar e a pecuária, mas também há registros em zonas urbanas, principalmente na construção civil.