Projetos comunitários

A escola atende alunos de comunidades carentes, vulneráveis a sofrer exploração no trabalho; parte desse grupo trabalha para ajudar no sustento da casa. Nesse contexto, a coordenação da escola compreende que o trabalho escravo e tráfico de pessoas são temas importantes de serem tratados no âmbito escolar, principalmente no formato de projeto coletivo e multidisciplinar, que estimula o desenvolvimento de competências humanas.

A liberdade que os alunos tiveram para criar e propor ações gerou uma onda de engajamento que fez o projeto extrapolar os limites da escola. Uma das atividades principais do projeto foi a fotografia; realizada pelos alunos, a ideia era mostrar a concepção deles a respeito do problema. Empenharam-se, então, em realizar boas fotografias, o que fez com que a exposição – que estava planejada para acontecer apenas em um shopping e na escola –, ganhasse destaque e fosse convidada para estrear em outros espaços, como a Universidade Estadual de Minas Gerais, a Fundação Helena Antipoff e a Pontifícia Universidade Católica.

Além da exposição, também foram produzidos monólogos, poemas e paródias. No entanto, todas as produções tiveram em comum o estudo de casos, que segundo a coordenadora, “foi a essência do projeto”. As melhores produções foram apresentadas em novembro em uma fundação parceira da escola, possibilitando que os seus alunos também tivessem contato com o tema.

Enquanto professora e educadora eu considero este tema essencial. Devia estar, inclusive, na grande curricular. Para mim, enquanto professora, foi um projeto renovador. Eu já tenho 23 anos de atuação só nessa escola e eu nunca abordei o tema desta forma. – Denise Vitoriana, professora de Língua Portuguesa e coordenadora do projeto.

 

 

1 Resposta para “Um novo olhar: escravo, nem pensar!”

  1. Aliny

    foi um prazer participar deste projeto, sou eternamente grata à Escola Estadual Imperatriz Pimenta, por ter nos incentivado a fazer a diferença. Este projeto nos ensinou muito. Experiência incrível!