Lançamento: 2016

O Pará é líder do ranking de estados brasileiros com incidência de trabalho escravo. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, de 1995 a 2013 foram libertados 12 mil trabalhadores no estado, mais de 25% do total de resgatados em todo o país. Diante dessa situação, o programa Escravo, nem pensar! desenvolveu, entre 2014 e 2015, um projeto de formação continuada para gestores de Secretarias Municipais de Educação (SMEs) de 11 municípios* do sul e sudeste paraense para abordar o tema do trabalho escravo nas escolas.

O objetivo da ação foi prevenir o problema por meio da disseminação da informação em áreas de maior vulnerabilidade socioeconômica. Nesse contexto, o papel das escolas é fundamental, já que elas possuem capacidade de multiplicar o conhecimento sobre a prática do trabalho escravo, alertando os alunos – para que não sejam futuramente aliciados e explorados -, e também seus familiares que já são trabalhadores.

Com a realização do projeto, 1,3 mil educadores inseriram o tema do combate ao trabalho escravo em 171 escolas, envolvendo 33 mil alunos de todos os segmentos escolares: Ensino Infantil, Fundamental I e II, Médio e Educação para Jovens e Adultos (EJA). Foram produzidos textos, poesias, paródias, desenhos, dramatizações, maquetes, pintura de muros, seminários, debates e mesas-redondas, mobilizando a comunidade escolar, pais, entidades da sociedade civil e agentes de outras instituições públicas.

 

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