Projetos comunitários

O projeto buscou reduzir a vulnerabilidade de crianças, adolescentes e jovens ao tráfico de pessoas para o trabalho escravo por meio de atividades de prevenção, formação e divulgação de informações que contribuam para erradicação do trabalho escravo, contando principalmente com a atuação dos agentes de saúde como propagadores das informações.

Os coordenadores do projeto realizaram atividades com os agentes da igreja, os líderes comunitários e os jovens do Centro Cultural Casa da Capoeira e do Centro de Referência de Assistência Social. O intuito era torná-los multiplicadores de informações sobre o trabalho escravo. Os catequistas foram estimulados a conversar com vizinhos e famílias sobre o tema, a fim de que identificassem possíveis casos de trabalho escravo. Eles conseguiram colher alguns depoimentos de pessoas que já passaram pela situação e compartilharam as informações em encontros semanais. Os agentes de saúde participaram de uma formação dada pelos coordenadores e pela equipe da Comissão Pastoral da Terra do Tocantins. Nela, foram abordados os conceitos de trabalho escravo, como identificá-lo e foram feitas discussões sobre as relações de trabalho. Os agentes assistiram a um documentário sobre casos reais de escravidão contemporânea e participaram de uma dinâmica para identificar casos de trabalho escravo. Os agentes de saúde aplicaram um questionário a 50 famílias dos seis bairros do município para levantar informações sobre migração temporária, relações de trabalho e trabalho infantil.

Com os jovens do Centro Cultural Casa da Capoeira e do Centro de Referência de Assistência Social, foi feita uma oficina na qual produziram materiais informativos e de divulgação do projeto. Esses materiais foram distribuídos pela cidade numa blitz educativa realizada no dia 28 de janeiro de 2013, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Os jovens já haviam participado de uma formação dada pela equipe do Escravo, nem pensar! em 2009 sobre trabalho escravo. Logo, já tinham conhecimentos para a produção dos materiais. O projeto realizou sua culminância no setor Céu Azul, no centro comunitário do bairro. Foram apresentadas ao público todas as ações executadas pelo projeto, distribuídas as matérias produzidas pelos jovens na oficina, exposição dos trabalhos produzidos nas formações em forma de jornal mural, exibição de um filme sobre o tema e uma discussão sobre ele.

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