Projetos comunitários

Devido à alta evasão escolar nas Escolas Família Agrícola (EFAs) do município, se percebeu a necessidade de sensibilizar alunos, professores e comunidades vinculados às Escolas Família Agrícola da Diocese de Oeiras e torná-los capazes de identificar o aliciamento, a migração forçada e o trabalho escravo, podendo assim desenvolver formas preventivas de combate a essas práticas.

A equipe diocesana realizou uma reunião com os coordenadores das EFAs dos municípios de São João da Varjota, Cajazeiras, Oeiras e Santo Inácio para apresentar e discutir as atividades do projeto. Eles receberam materiais informativos sobre trabalho escravo e migração para levarem para as escolas, tiraram dúvidas sobre as atividades a serem realizadas e definiram o calendário. Depois disso, foram feitas oficinas para sensibilizar e formar os professores para abordarem o tema em sala de aula e orientar seus alunos nos trabalhos. Houve também debates e exibição de filmes sobre os temas da migração forçada e do trabalho escravo.

Com os alunos, foram realizadas duas oficinas em cada escola, nas quais foram exibidos vídeos sobre migração e fiscalizações de trabalho escravo, distribuídos materiais didáticos e fotos sobre o tema e discutidas suas causas e consequências. Os proponentes produziram uma apostila para que os alunos pudessem acompanhar melhor as explicações. Os alunos foram estimulados a expor suas opiniões e contar se conheciam alguém que havia migrado. Todos afirmaram que tinham parentes que já migraram em busca de emprego e melhores remunerações. Os alunos também participaram de uma dinâmica em grupo com o intuito de compreender a questão da distribuição de renda e a importância da coletividade.

A difusão de informações sobre migração forçada e trabalho escravo pelo projeto ocorreu em um momento oportuno, pois a região passa por um período muito extenso de seca, quando muitos alunos deixam seus municípios de origem e abandonam a escola em busca de melhores condições de vida. Depois do projeto, a maioria deles relatou que está buscando mais informações sobre os empregadores e o tipo de trabalho no destino antes de viajar.

Em cada escola, foi realizado, durante o mês de novembro, um dia “D” de prevenção ao trabalho escravo envolvendo pais, estudantes e comunidade. Os alunos realizaram apresentações artísticas de vários tipos como dança, música, teatro, paródias, poemas e exibição de um vídeo produzido por eles.

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