Formações e oficinas

O programa desenvolveu uma oficina pedagógica sobre trabalho escravo voltada aos professores da rede municipal. A atividade fez parte da “Caravana da Liberdade”, ação social de combate ao trabalho escravo e infantil promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho e pelo Ministério Público do Trabalho do Maranhão em parceria com diversas instituições, tais como a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, Assistência Social e Cidadania do Maranhão, Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária, Defensoria Pública, entre outras.

Ao todo, compareceram 49 pessoas na oficina, que ocorreu em dois dias. A turma se envolveu fortemente com a temática, sendo que a discussão sobre migração e preconceitos em relação aos maranhenses geraram grande impacto e comoção. Foi surpreendente ver como a questão está arraigada no contexto local. Muitas professoras contaram que filhos, cunhados, pais, alunos e conhecidos já haviam passado pelo trabalho escravo. As professoras saudaram a oficina por apresentar “o outro lado dessa migração”, já que os homens que migram não comentam muito o que enfrentam e a compra de bens duráveis com o dinheiro da empreita parece silenciar alguns dessas situações dramáticas. Os professores ficaram impressionados e indignados ao saber que Codó lidera o número de residentes que já passaram pelo trabalho escravo contemporâneo no país.

O aliciamento é prática comum e de grande dimensão. Rádios locais divulgam constantemente vagas de trabalho vantajoso em outros municípios. Os participantes relembraram diversos casos em que as promessas acabaram sendo enganosas e os trabalhadores sofreram situações de violação de direitos. Conforme a exposição sobre a temática aprofundava, o engajamento e mobilização emergiram espontaneamente por parte dos próprios professores. Alguns professores apresentaram ideias de como abordar o tema em sala de aula e disseram que desenvolverão projetos pedagógicos nas escolas para alertar jovens e adultos sobre os perigos do aliciamento.

O programa pretende retornar ao município para dar sequencia à atividade e elaborar novas ações.

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