Projetos comunitários

A escola buscou sensibilizar alunos, professores, funcionários e comunidade sobre a existência de trabalho escravo contemporâneo no município contribuindo para o combate dessa prática na região por meio de atividades coletivas tanto nas dependências da escola como fora dela.

A equipe pedagógica da escola preparou diversas atividades para que os alunos construíssem uma visão crítica sobre o trabalho escravo. Sessões de cinema, análise de músicas e poemas, debates e palestras ajudaram os alunos a produzirem materiais artísticos muito criativos, como paródias, poemas, textos dissertativos, dramatizações, fotografias, grafite, cartazes e banners. Também foram debatidos os impactos socioambientais causados pelas carvoarias no município. Foi um momento de descoberta do local onde moram: algumas relações de trabalho estão tão enraizadas no município, que os alunos tiveram dificuldade de desnaturalizar certas situações de exploração. Os alunos das três séries do Ensino Médio realizaram leituras e discussões em grupo. Ao todo, cerca de 360 alunos se envolveram nessas atividades.

A organização da sociedade civil Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán (CDVDHCB), parceira do projeto, realizou três palestras para alunos, professores e funcionários sobre a escravidão contemporânea. Também distribuiu materiais informativos e abriu suas portas para que alunos realizassem consultas a depoimentos de trabalhadores resgatados.

Durante a culminância, houve exposição fotográfica e de grafite e apresentação de todos os trabalhos produzidos durante o projeto.

A escola promoveu visitas técnicas de alunos ao CDVDHCB, à Cooperativa para Dignidade do Maranhão (Codigma) e à carvoaria Monte Líbano. No CDVDHCB, os alunos colheram depoimentos de trabalhadores resgatados. Na carvoaria, tiraram fotografias, e na Codigma, puderam ver como é possível a produção de carvão sem destruir o meio ambiente e respeitar o trabalhador.

A escola contou com a colaboração de um fotógrafo e de um grafiteiro profissionais que fizeram oficinas para os alunos, nas quais foram ensinadas noções básicas de fotografia e desenho. Com isso, os alunos puderam registrar momentos que julgaram importantes durante as visitas técnicas à carvoaria e deixar exposta nas paredes da escola sua visão crítica sobre o tema.

1 Resposta para “Historiar a escravidão, grafitar a liberdade”