Educadores de Minas Gerais

Minas Gerais é um dos estados campeões em número de trabalhadores flagrados nessa condição, ocupando a 3ª posição no ranking nacional, atrás do Pará e Mato Grosso. Entre 1995 e 2018, foram flagrados 5.750 trabalhadores em condições análogas a de escravo no estado. Os dados são do Ministério do Trabalho.

A maior parte dos casos em Minas Gerais está concentrada na mesorregião metropolitana da capital (Belo Horizonte é o município com mais ocorrências), envolvendo situações de exploração em atividades econômicas na zona urbana, como a construção civil. Outras atividades econômicas que apresentaram o problema no estado são aquelas ligadas ao setor de mineração e, no ambiente rural, há casos na pecuária, reflorestamento e café, entre outras atividades.

Com o objetivo de reverter esse cenário, a Repórter Brasil e a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) estão realizando o projeto Escravo, nem pensar! em Minas Gerais – 2018. Este é o primeiro projeto em Minas Gerais de prevenção ao trabalho escravo de alcance estadual.

Nesta primeira etapa do projeto Escravo, nem pensar!, foram formados profissionais das Superintendências Regionais de Educação (SREs) de Araçuaí, Metropolitanas A,B e C, Paracatu, Patrocínio, Varginha e Unaí. As SREs são as unidades descentralizadas da SEE e responsáveis pela administração regional das escolas. A partir dessa formação, esses profissionais multiplicarão o tema do trabalho escravo para as escolas estaduais, onde a questão será abordada pedagogicamente com os alunos, prevenindo a comunidade dos riscos dessa exploração.

A iniciativa conta com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), além da parceria do Comitê Estadual de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação do Trabalho Escravo (Comitrate).

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