Formações e oficinas

A formação contou com 55 professores de escolas do campo e da cidade. Além disso, contamos com a presença do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Secretaria Municipal de Agricultura. Os debates realizados abordaram a questão agrária, desmatamento e trabalho escravo a partir da realidade local, tendo como base relatos e casos trazidos pela turma. Tivemos ainda a valiosa participação da Comissão Pastoral da Terra debatendo temas como violência no campo, agricultura familiar e projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia, e o Ministério Público do Trabalho compartilhando informações sobre a repressão e combate ao trabalho escravo no Pará.

Em agosto de 2012, foi realizado o primeiro encontro de monitoramento. Professores e professoras de 20 escolas puderam compartilhar suas experiências e participar de uma nova atividade sobre o tema da escravidão contemporânea. Os participantes se empenharam na abordagem do tema do trabalho escravo, tanto em sala de aula como na realização de projetos nas escolas, que envolveram estudantes de todas as etapas de ensino. Os professores da Escola Municipal Vale do Sol apresentaram detalhes do projeto realizado com duas turmas de 9º ano durante todo ano letivo. A temática foi discutida na sala de aula por meio de vídeos, produção de textos, cartazes e peça de teatro. Cinco escolas municipais mobilizaram a comunidade Vila Tucuruí como um todo, multiplicando os conhecimento a respeito do trabalho escravo contemporâneo. A Secretaria Municipal de Educação inseriu o tema do trabalho escravo no plano de ação do Ensino Fundamental II.

Em junho de 2013, a equipe do programa retornou ao município, para realizar o segundo e último módulo de monitoramento da formação. Desde a última visita da equipe, ocorreu a culminância do projeto da Escola Vale do Sol. O projeto das escolas do bairro Vila Tucuruí, realizado em 2012, repercutiu em um projeto realizado na Escola O Bosque, com construção de maquetes, textos e desenhos. Foram envolvidos alunos de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental e também alunos de EJA. Ao final do encontro, os professores avaliaram positivamente todo o processo da formação, e disseram que irão continuar a abordar o tema em sala de aula e em projetos.

O programa continuará em contato com os participantes à distância, por meio de ferramentas como o boletim, enviado mensalmente.

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1 Resposta para “Formação em Novo Repartimento”

  1. Natália Leão Ribeiro

    Participei da formação e dos encontros com o pessoal do escravo nem pensar, adorei foi uma experiência única e muito rica rica para mim, agradeço pela oportunidade de ter participado, com certeza foi válido para mim como profissional e como pessoa humana, capaz de se importar com as outras pessoas. parabéns para todos do grupo,esta é uma causa humana.