Formações e oficinas

A maioria dos professores era do campo. Como o município possui um histórico de conflitos pela terra – tendo como marco o massacre de 19 trabalhadores rurais em 1996 – temas como a questão agrária e a violência no campo perpassaram toda a formação. A migração também foi debatida largamente, articulando a história de vida dos professores com a história de formação do município. As discussões pedagógicas produziram momentos de descobertas e intercâmbio entre a turma e os educadores. As rodas de conversa sobre formas de combate ao trabalho escravo com a Comissão Pastoral da Terra e o Ministério Público do Trabalho foram esclarecedoras, pois trouxeram à tona muitos casos da região. Como forma de articulação da rede de professores do programa, a professora Juraci Alves, que coordenou projetos sobre o tema em Marabá, compartilhou ideias e reflexões sobre a abordagem do tema na escola.

O primeiro encontro de monitoramento foi realizado em novembro de 2012 e reuniu os professores para uma roda de conversa sobre os desdobramentos da formação nas escolas. Ao todo, 14 escolas do campo e da cidade estavam representadas. Os planos de ação elaborados na formação redundaram no desenvolvimento de oito projetos pedagógicos sobre o tema. As disciplinas em que o tema foi abordado foram História, Geografia, Português, Ciências, Matemática e Artes. Os alunos produziram gráficos, poemas, textos dissertativos, paródias, cartazes, assistiram vídeos e participaram de debates. Tomando a abordagem contextualizada como referência, os professores debateram o trabalho escravo relacionado  a outros temas, como questão agrária, meio ambiente, trabalho infantil e exploração sexual.

A equipe do Escravo, nem pensar! retornará mais uma vez para acompanhar ações, realizar novas atividades pedagógicas e distribuir novos materiais didáticos.

Galeria

Comentários fechados.