Gestores e técnicos da Educação do Tocantins

O Tocantins é um estado estratégico para o combate ao trabalho escravo, pois a ocorrência de mão de obra escrava em seu território é frequente. Entre 2003 e 2016, 2.842 trabalhadores foram libertados sob condições degradantes, principalmente na pecuária (52%), mas também em lavouras diversas (18%), como a da soja, na carvoaria (18%) e no extrativismo (6%). Os municípios tocantinenses com mais casos de trabalho escravo são da região norte do estado, que compreende a conflituosa área do Bico do Papagaio, como Araguaína (7,5%), Ananás (7,2%), Arapoema (4,9%), Bandeirantes (4,2%) e Colinas (3,6%). Dos 139 municípios do estado, 81 (58%) já tiveram casos de trabalho escravo registrados, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra.

Pensando na erradicação do problema, o Escravo, nem pensar!, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes do Tocantins (Seduc) está realizando um projeto de formação continuada sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos para gestores e técnicos da Educação, com objetivo de disseminar o tema nas escolas e comunidades tocantinenses. A meta é alcançar 361 escolas de 100 municípios do estado. Participam do projeto oito Diretorias Regionais de Educação, unidades descentralizadas da Seduc. São elas: Araguaína, Araguatins, Colinas do Tocantins, Gurupi, Palmas, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional e Tocantinópolis.

Saiba mais acessando as matérias sobre o projeto: