Projetos comunitários

A escola atende sete comunidades rurais e dois assentamentos de terra, sendo que a maioria das famílias vive em condições precárias em fazendas monocultoras da região. Muitos jovens de lá migram para o norte de Minas Gerais, sul da Bahia e cidades da região Nordeste do país em busca de melhores salários e condições de vida. Sendo assim, o projeto procurou informar e orientar a população sobre o trabalho escravo, a fim de evitar que os jovens caiam nessa rede

O projeto desenvolveu ações dentro e fora da escola. Uma que teve forte impacto sobre o contexto local foi a realização de uma palestra para os presidentes dos Conselhos Rurais de 33 comunidades próximas, mediada pela advogada do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. A atividade abordou temas como agronegócio e agricultura familiar, esclareceu o conceito de trabalho escravo e tirou dúvidas sobre demais violações trabalhistas. Os conselheiros participaram ativamente, fazendo perguntas e, posteriormente, multiplicando o conhecimento em suas respectivas comunidades.

Já na sala de aula, os alunos criaram logotipo e slogan do projeto – que foi estampado em camisetas –, e realizaram um concurso de selfies, no qual fotografaram a si mesmos desenvolvendo projetos sobre o tema do trabalho escravo. Além disso, produziram cartazes, gráficos, desenhos, redações, poesias, paródias dramatizações e entrevistas com trabalhadores. Também participaram de palestras com membros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Juizado de Menores para explicar as diferenças entre trabalho escravo e irregularidades trabalhistas –, e por fim desfilaram com faixas do projeto no dia 7 de setembro e realizaram um júri simulado sobre um caso de trabalho escravo na escola, com base em um júri real a que puderam assistir.

“Todos os servidores [da escola] se envolveram na realização das atividades, e os alunos se interessaram pelo tema que retrata as dificuldades do trabalhador rural. Agora eles são multiplicadores e irão informar a população como não cair na rede do trabalho escravo.” – Andreia Helena de Almeida, diretora da escola

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