Educadores de São Paulo (SP)

Nos últimos anos, é notável o crescimento das comunidades de migrantes no município de São Paulo. Latino-americanos, como bolivianos, paraguaios e peruanos, desde meados do século passado, têm ocupado as regiões centrais da cidade, mas também estão presentes em bairros Zonas Norte e Leste. Mais recentemente, haitianos, venezuelanos e migrantes de países africanos (Angola, Somália, Congo, Senegal etc.) e do Oriente Médio (Síria, Afeganistão, Iraque etc.) chegam ao Brasil em busca de trabalho e melhoria de vida. Muitos desses imigrantes estão acompanhados de suas famílias.

Aqui, os filhos desses imigrantes que frequentam as escolas da rede pública do município têm dificuldade de se integrar por causa da língua e das referências culturais, mas também porque, muitas vezes, são alvo de preconceito e de xenofobia.

Ademais, as suas famílias podem estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, o que as tornam suscetíveis ao aliciamento e à exploração no trabalho, o que inclui situações de trabalho escravo. Por isso, a Repórter Brasil e a Secretaria Municipal de Educação (SME) realizam o projeto Escravo, nem pensar! – Direito do Migrante e Prevenção ao Trabalho Escravo e Trabalho Infantil para formar profissionais da Educação para que realizem atividades educacionais sobre migração e de prevenção ao trabalho escravo e ao trabalho infantil, com o objetivo de que informações sobre essas temáticas alcancem comunidades de migrantes. A iniciativa conta com o apoio do Instituto C&A.

O escopo do projeto atende também as metas 38 e 39 do eixo Prevenção do Plano Municipal para a Erradicação do Trabalho Escravo – São Paulo (2015).

Saiba mais:

ENP! mobiliza escolas de SP contra o trabalho escravo