Projetos comunitários

A proposta era estimular a reflexão sobre a escravidão contemporânea, sensibilizar os estudantes e realizar campanhas de prevenção na comunidade.

O projeto trabalhou o tema por meio de diversas atividades, como confecção de mural informativo, criação de paródias, exposição de textos, panfletagem, telejornal, história em quadrinhos, construção de tabelas, ornamentação, jogo do conhecimento, aula de ginástica laboral, palestras, dramatizações, declamação de poemas, ABC do trabalho escravo, pesquisa sobre índice de desemprego no município, além da confecção de mapas identificando as regiões onde mais há trabalho escravo no Brasil e os municípios do Piauí que mais exportam mão-de-obra para a escravidão.

As apresentações de encerramento foram abertas à comunidade e ocorreram no período da tarde e da noite durante cinco dias. Além da exposição dos alunos, ocorreram palestras com representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Piauí, Comissão Pastoral da Terra de Teresina e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Piauí. Também houve o depoimento de uma vítima de trabalho escravo, assim todos puderam ouvir um relato pessoal sobre o problema.

Além disso, ocorreu uma caminhada pela cidade, com panfletagem sobre o tema, que contou com a presença de 500 pessoas, entre alunos, pais, professores e demais presentes, sendo que os alunos estavam vestidos com a camiseta do projeto e levaram muitas faixas e cartazes que falavam sobre trabalho escravo e a questão fundiária no Brasil. O projeto teve grande relevância social, pois no município ocorre frequentemente migração e aliciamento de trabalhadores rurais que acabam caindo no trabalho escravo.

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