Projetos comunitários

A escola atende comunidades de assentamentos e vilas, onde há casos de exploração do trabalhador. Além disso, situa-se em uma região de fronteiro agropecuária conhecida como Arco do Desmatamento, onde são comuns casos de violações trabalhistas e alto índice de aliciamento. Assim, o projeto visou à prevenção do trabalho escravo e novas alternativas de geração de renda para as comunidades do campo.

Os seminários foram a base do projeto. Apresentados pelos alunos primeiramente na própria EFA, eles se expandiram para a escola vizinham, a Santa Maria, e, posteriormente, para as comunidades do entorno. Em novembro de 2015, essas atividades também foram realizadas na culminância do projeto, evento aberto ao público e que foi notícia do jornal local Opinião. Os alunos foram os protagonistas e, a cada apresentação, apropriavam-se ainda mais do tema do trabalho escravo.

Para realizar o projeto, a escola contou com o apoio da Comissão Pastoral da Terra desde o início, que realizou oficinas com alunos e professores e compartilhou dinâmicas e metodologias. A partir dos materiais enviados pelo Escravo, nem pensar!, os jovens produziram textos e realizaram grupos de estudo. Foi a partir daí que surgiram os seminários. Eles também participaram de outras atividades formativas, como uma palestra com especialistas do Ministério do Trabalho; oficina de grafitagem, na qual pintaram as paredes da escola com imagens que ilustram várias etapas do ciclo do trabalho escravo; e de criação de hortas comunitárias.

“Os nossos alunos se empenharam no projeto para realizar as palestras nas escolas e conscientizar seus familiares. Um dos momentos mais marcantes foi no dia da culminância do projeto, na Escola Santa Maria, quando um aluno teve a coragem de denunciar um episódio de trabalho escravo de uma pessoa que ele conhece.” – Vanalda Araújo, coordenadora do projeto

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