Projetos comunitários

O projeto procurou informar os estudantes e suas famílias sobre o trabalho escravo no Brasil e particularmente no município, além de destacar a grande incidência de problemas trabalhistas nos frigoríficos da região. O objetivo era que participantes pudessem identificar os casos ocorridos em suas comunidades ou com pessoas próximas e também apresentar riscos a que estão sujeitos quando migram para buscar trabalho em terras desconhecidas.

Alunos e alunas tiveram aulas especiais sobre direitos humanos, direitos trabalhistas, trabalho infantil e trabalho escravo. A partir dos conteúdos, os professores preparam uma peça de teatro sobre trabalho infantil e outra sobre o ciclo do trabalho escravo, para serem encenadas pelos estudantes na culminância do projeto.

Um tema de grande destaque foi a cadeia produtiva do trabalho escravo. Utilizando a cartilha “Cadeias Produtivas & Trabalho Escravo”, os estudantes participaram de atividades em que aprenderam que muitos produtos consumidos em casa diariamente podem ter o trabalho escravo em algum momento do seu processo de fabricação. Uma professora da escola, que já foi quebradeira de coco babaçu no Maranhão, fez uma apresentação em que contou um pouco de sua história de vida. Com ajuda de estudantes, mostrou como se quebra o coco, explicando para que é utilizado e quais os interesses da indústria neste produto.

Nesse mesmo dia, os estudantes conversaram com um trabalhador rural ex-aluno da escola e que, junto com seu irmão, foi vítima de trabalho escravo.

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