Desde 2004, o programa Escravo, nem pensar! realiza ações de prevenção ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas, dentre as quais estão incluídas as formações com professores da rede pública municipal e/ou estadual. A metodologia dessas formações vem sendo desenvolvida e aprimorada constantemente de acordo com os princípios do programa, as avaliações pedagógicas da sua equipe e das demandas do público alvo.

Processo formativo

A proposta formativa do ENP! se dá por meio de um processo, que não se restringe a uma formação presencial somente. A equipe do programa enfatiza a relevância do encadeamento de todo o processo da formação. Dessa forma, é possível assegurar que as etapas estejam interligadas de forma eficiente para que os resultados sejam exitosos.

O processo formativo do ENP! inclui cinco etapas.

  1. Articulação política com o poder público local
  2. Organização da semana de formação
  3. Semana de formação
  4. Organização dos acompanhamentos pedagógicos
  5. Encontros de acompanhamento pedagógico

Clique na ilustração a seguir, que detalha as etapas do processo formativo do ENP!:

Processos formação ENP!

Depois de concluídos os três encontros presenciais, espera-se que as escolas, com apoio da Secretaria Municipal de Educação, incorporem o trabalho escravo contemporâneo em seus Projetos Políticos-Pedagógicos (PPP), garantindo a perenidade da abordagem. Assim, o trabalho escravo continuará sendo debatido e multiplicado, fortalecendo as ações de prevenção ao trabalho escravo.

Público

O público da formação do ENP! são professores da rede pública municipal e/ou estadual, porque a capilaridade da atuação desses profissionais em suas comunidades potencializa a propagação das informações e aumenta o alcance da prevenção ao trabalho escravo.

Área de atuação

Até a década passada, a área de atuação se concentrava principalmente nas áreas rurais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, onde eram mais frequentes os flagrantes de uso de trabalho escravo e ocorrências de aliciamento. Contudo, nos últimos anos, foi comprovado que o trabalho escravo está presente em todos os estados brasileiros. Diante dessa constatação, o programa tem expandido suas atividades para outras regiões do país, especialmente, para grandes centros urbanos.

Apontamentos metodológicos

A experiência de 10 anos no campo da formação de professores foi sistematizada no documento abaixo, que compartilha ideias, recursos didáticos e princípios teóricos. O objetivo é colaborar com educadores e organizações social que lidam com oficinas e formações pedagógica. Além do documento de sistematização, disponibilizamos outros arquivos que subsidiam a realização das formações.

Metodologia Escravo, nem pensar! – Uma experiência de formação continuada de professores
Caderno do Educador
Plano de Ação
Ficha de avaliação
Conjunto de indicadores