O município de Guariba não possui nenhum registro de casos de trabalho escravo desde 1995, apesar de registrar altos índices de infrações trabalhistas flagradas em suas extensas plantações canavieiras.

O contexto econômico de Guariba não difere daquele flagrado em todos os municípios compreendidos pela região administrativa de Ribeirão Preto: suas terras são intensamente ocupadas pela monocultura da cana-de-açúcar. Por este motivo, Guariba é destino para muitos migrantes, vindos principalmente do Maranhão e Vale do Jequitinhonha, que vão trabalhar no corte da cana. Infelizmente, este setor econômico possui um histórico de violações trabalhistas. Desde 1995, ano em que a existência do trabalho escravo foi reconhecida pelo estado brasileiro, a cana-de-açúcar foi responsável por 251 libertações ocorridas no estado de São Paulo.

No anos 80, Guariba sediou a famosa greve dos trabalhadores que atuavam nos canaviais. Foram mais de 5 mil trabalhadores de Guariba e municípios vizinhos, mobilizados pela luta por melhores condições de trabalho nos canaviais. A greve de Guariba é considerada como o ponto a partir do qual passaram a ser reconhecidos direitos trabalhistas aos cortadores de cana, apesar de o setor econômico da cana-de-açúcar ainda ser responsável por impor condições física e psicologicamente prejudiciais aos trabalhadores.

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