Confira aqui a matéria originalmente publicada no site da Secretaria de Educação do Governo do Maranhão

escravo, nem pensar

Apresentação do caderno de resultados do Projeto “Escravo, nem pensar!”

“É verdade que o Maranhão, ainda, é o estado com o maior número de trabalhadores egressos do trabalho escravo de todo o Brasil. Mas, nós temos que celebrar o esforço do estado e todo esse resultado alcançado com o Programa Escravo, nem pensar!’. O Maranhão foi o primeiro estado a implantar esse programa, levando essa temática para dentro das escolas e envolvendo um número fantástico de pessoas. Com isso, o estado um dá salto importante na prevenção ao trabalho escravo. A Organização Internacional do Trabalho agradece!”. A afirmação foi de Antônio Carlos Melo, coordenador do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da Organização Internacional do Trabalho (OIT), nesta quinta- feira (20), durante apresentação dos resultados do Programa “Escravo, nem pensar!”, realizado pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em parceria com a O.N.G. Repórter Brasil.

O programa, que tem foco na prevenção ao trabalho escravo, a partir da educação, foi lançado em 2015, com a formação de mais de 4 mil professores de 203 escolas de 62 municípios com maior ocorrência de oferta de mão de obra e de maior incidência do trabalho escravo.

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Superintendente de Modalidades e Diversidades Educacionais da Seduc, Claudinei Rodrigues, destaca resultados do projeto no Maranhão

Participaram da solenidade, o Superintendente de Modalidades e Diversidades Educacionais da Seduc, Claudinei Rodrigues; o Secretário adjunto dos Direitos Humanos e Participação Popular Jonata Galvão; o representante da Organização Internacional do Trabalho, Antônio Carlos Melo; do Ministério Público do Trabalho, o procurador Luciano Aragão; e o secretário adjunto de gestão institucional da Seduc, Manoel Pedro, representou o Secretário Felipe Camarão.

Durante o evento, Natália Suzuki, da ONG Repórter Brasil apresentou o projeto e caderno de resultados. Em dois anos, além das formações, a temática foi trabalhada como conteúdo transversal nas salas de aulas. Foram desenvolvidas várias ações dentro e fora das escolas, envolvendo um total 131. 369 mil pessoas entre comunidade escolar (90.264) e extraescolar (41.105).

“Quando nós lançamos o projeto, tínhamos uma expectativa muito grande sobre o que o projeto traria de resultado. Mas, de fato foi muito além do que tínhamos planejado inicialmente. Essa sinergia, o envolvimento dos alunos, professores e das comunidades mais vulneráveis do Maranhão, realmente é uma resultado fantástico. E o Maranhão agora vira referência para outros estados que estarão implantando o programa agora”, disse Natália Suzuki, da ONG Repórter Brasil.

“O resultado demonstra que o Governo do Maranhão tomou uma decisão acertada ao implantar o programa no estado, que foi abraçado pela Seduc, mas, com o aval do governador Flávio Dino. As escolas tiveram a expertise de trabalhar o projeto para além das salas de aula, levando o debate para a sociedade, para que possa ter mais conhecimento de seus direitos trabalhistas, e que digam não a qualquer situação de trabalho escravo, que ainda existe tanto na área rural, quanto no meio urbano. E isso se combate com prevenção”, pontuou Claudinei Rodrigues, da Seduc.

“Levar essa temática para as escolas é fundamental, porque esse é um espaço de debates, de formação de consciência. O resultado apresentado foi surpreendente e com isso o Maranhão, que ainda tem um desafios a vencer na questão do trabalho escravo, sai na frente e dá exemplo de que fazer a prevenção é uma das principais vais de combate ao trabalho escravo”, destacou Jonata Galvão.

Com as ações do programa, o Estado do Maranhão cumpriu a meta 41 do ‘Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo’, que determina que os estados com Plano Estadual de Combate ao Trabalho Escravo devem, por meio do Programa ‘Escravo, Nem Pensar!’, promover formação de professores e lideranças populares para que possam, nas escolas e na comunidade onde estão inseridas, atuar no combate ao trabalho escravo.

Durante o evento, estudantes do C.E. Fernando Perdigão apresentaram performance teatral sobre variadas formas de trabalho escravo. Além disso, estudantes e gestores da Rede Estadual de Ensino fizeram relatos de experiências do projeto em escolas maranhenses.

Fonte: Seduc
Fotos/Divulgação

 

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