Escravo, nem pensar! http://escravonempensar.org.br Programa de prevenção ao trabalho escravo da Repórter Brasil Fri, 14 Sep 2018 13:51:29 +0000 pt-BR hourly 1 ENP! mobiliza escolas de SP contra o trabalho escravo http://escravonempensar.org.br/2018/09/projeto-enp-e-implementando-em-escolas-de-sp/ Wed, 05 Sep 2018 13:14:33 +0000 http://escravonempensar.org.br/?p=9404 ONG Repórter Brasil abordará o direito à migração e a prevenção ao trabalho escravo e infantil nas escolas em que há mais presença de alunos migrantes

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ONG Repórter Brasil abordará o direito à migração e a prevenção ao trabalho escravo e infantil nas escolas em que há maior presença de alunos migrantes

Durante o mês de agosto, a Repórter Brasil deu início à formação continuada Escravo, nem pensar!: Direito do migrante e prevenção ao trabalho escravo e infantil, realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME-SP) e com o apoio do Instituto C&A. A ação tem como objetivo promover a integração multiétnica e a prevenção ao trabalho escravo e trabalho infantil em grupos vulneráveis por meio de abordagens pedagógicas em 50 escolas da cidade de São Paulo.

O primeiro módulo do projeto foi dividido em quatro encontros e contou com 20 horas de formação presencial para 44 coordenadores pedagógicos das escolas participantes. No encontro, foram debatidos os temas do trabalho escravo e infantil no atual contexto migratório do país. Até 2019, haverá outros três módulos para fortalecer o trabalho pedagógico dos educadores e acompanhar as ações que serão desenvolvidas com os alunos.

Rodrigo Teruel, formador do Escravo, nem pensar!, apresenta material didático sobre trabalho escravo aos participantes

“É de fundamental importância que a rede municipal de ensino se aproprie de informações qualificadas sobre os assuntos da atualidade. (…) Em uma cidade multifacetada como São Paulo, ao conscientizarmos os professores acerca da prevenção do trabalho escravo e infantil, a comunidade escolar se fortalece na busca pela cidadania responsável para todos”, explica Vera Lúcia Benedito, coordenadora do Núcleo de Educação Étnico-racial da SME-SP.

“Em São Paulo, não é possível combater o trabalho escravo sem considerarmos os grupos de migrantes vulneráveis, que são muito suscetíveis a essa violação. Da mesma forma, não é possível assegurarmos o direito a migrantes se não há garantias de que desempenhem o seu trabalho decentemente. Por isso, o ENP! se dedica a abordar essas duas temáticas de forma articulada”, explica Natália Suzuki, coordenadora do programa Escravo, nem pensar!.

A formação contou com a presença da Missão Paz e do Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (Crai), órgãos voltados ao atendimento ao migrante. O tema do trabalho escravo teve ênfase com o panorama do Ministério do Trabalho sobre o problema na capital e a sua relação com a migração. No encontro, participou ainda a secretaria executiva da Comissão Municipal para a Erradicação do Trabalho Escravo de São Paulo (Comtrae-SP), órgão colegiado tripartite responsável por articular políticas de combate ao trabalho escravo na capital.

“É importante ver a sociedade civil trabalhando com uma série de organizações e com o poder público em diferentes esferas. (…) É dessa forma que conseguimos avançar no desafio de identificar e combater o trabalho escravo”, afirma Luciana Campello, gerente de Direitos Humanos e Transformação da Cadeia de Fornecimento do Instituto C&A.

Renato Bignami, auditor fiscal do Trabalho, palestrou sobre as ações libertação do trabalho escravo envolvendo migrantes em São Paulo

Na próxima etapa do projeto, que ocorrerá entre setembro e dezembro, os educadores formados multiplicarão os conteúdos abordados para os demais professores das suas escolas que, por sua vez, desenvolverão projetos pedagógicos e atividades interdisciplinares com os alunos. O próximo encontro da formação será em dezembro, quando serão tratados novos conteúdos e socializados os resultados preliminares das experiências educacionais.

O evento teve início com a solenidade da mesa de abertura. Da esq. p/ dir. Rafael Palhares (Coordenador dos CEUs da SME-SP), Gustavo Rizzo Ricardo (procurador do Trabalho do Ministério Público do Trabalho), Andrea Zamur (secretária executiva da COMTRAE-SP), Luciana Campello (gerente de Direitos Humanos e Transformação da Cadeia de Fornecimento do Instituto C&A) e Natália Suzuki (coordenadora do Escravo, nem pensar!)

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Migração como direito humano em São Paulo http://escravonempensar.org.br/2018/07/migracao-como-direito-humano-em-sao-paulo/ Tue, 31 Jul 2018 19:34:32 +0000 http://escravonempensar.org.br/?p=9340 Caderno apresenta experiências educacionais sobre migração internacional e prevenção ao trabalho escravo que alcançou mais de 6.796 pessoas em escolas da capital

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Caderno de resultados apresenta experiências educacionais sobre migração internacional e prevenção ao trabalho escravo que alcançou mais de 6.796 pessoas em escolas da capital

A cidade de São Paulo é polo de atração nas atuais dinâmicas migratórias internacionais. Migrantes de diversas nacionalidades se somam às comunidades aqui já estabelecidas com o objetivo de escrever uma nova página em suas trajetórias de vida. Contudo, não raro, esses indivíduos sofrem práticas discriminatórias e violações em espaços de interação social, como o trabalho e a escola.

Diante desse contexto, o Escravo, nem pensar! produziu o caderno Migração como direito humano: rompendo o vínculo com o trabalho escravo, resultado do projeto homônimo realizado em 2016 pela Repórter Brasil e a Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo e com o apoio do Ministério Público do Trabalho. O objetivo da iniciativa foi a disseminação dos temas do direito à migração e da prevenção ao trabalho escravo em 46 escolas de diferentes bairros da capital com grande quantidade de alunos migrantes. A ação envolveu 5.108 alunos e 652 educadores da rede pública, além das comunidades em torno das escolas, alcançando um total de 6.796 pessoas.

A publicação apresenta experiências desenvolvidas no âmbito do projeto, servindo como referência ao educador que deseja promover um ambiente de integração multiétnica no ambiente escolar. Dados da SME de 2017 mostram que o município possui mais de 4 mil alunos de 76 nacionalidades. Nesse contexto, educadores lidam diariamente com o desafio de combater a xenofobia e o preconceito contra alunos migrantes e desconstruir uma automática e falsa associação entre trabalho escravo e migração.

Para saber mais sobre as atividades desenvolvidas pelas escolas que participaram do projeto, confira os nossos vídeos:

 

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ENP! inicia prevenção ao trabalho escravo em MG http://escravonempensar.org.br/2018/07/enp-inicia-prevencao-ao-trabalho-escravo-em-mg/ Fri, 13 Jul 2018 19:11:53 +0000 http://escravonempensar.org.br/?p=9312 Escravo, nem pensar! realiza formação sobre o tema para educadores da rede estadual. A meta é alcançar 357 escolas de 110 municípios mineiros na prevenção ao problema

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Programa Escravo, nem pensar!, da ONG Repórter Brasil, realiza formação sobre o tema para educadores da rede estadual. A meta é alcançar 357 escolas de 110 municípios mineiros na prevenção ao problema

Entre os dias 3 e 5 de julho, aconteceu em Belo Horizonte o primeiro encontro da formação continuada Escravo, nem pensar!  em Minas Gerais – 2018 para educadores da rede estadual de ensino. Este é o primeiro projeto em Minas Gerais de prevenção ao trabalho escravo de alcance estadual. A iniciativa é realizada pela Repórter Brasil e a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) e conta com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), além da parceria do Comitê Estadual de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação do Trabalho Escravo (Comitrate).

O encontro foi realizado na Escola Estadual Governador Milton Campos, em Belo Horizonte. Foto: Repórter Brasil.

Nesta primeira etapa do projeto Escravo, nem pensar!, foram formados  profissionais das Superintendências Regionais de Educação (SREs) de Araçuaí, Metropolitanas A,B e C, Paracatu, Patrocínio, Varginha e Unaí. As SREs são as unidades descentralizadas da SEE e responsáveis pela administração regional das escolas.

A partir dessa formação, esses profissionais multiplicarão o tema do trabalho escravo para as escolas estaduais, onde a questão será abordada pedagogicamente com os alunos, prevenindo a comunidade dos riscos dessa exploração.

“Nós entendemos, dentro do Ministério Público do Trabalho, que a formação de cidadãos passa pela educação. Então projetos como esse (…) são importantes porque você precisa conscientizar crianças, jovens e adolescentes, através de professores e educadores, para essa formação cidadã. Precisamos saber dos direitos para conseguir prevenir situações de ilícitos aos direitos humanos, como a gente vivencia no caso do trabalho escravo” destacou Adriana Souza, procuradora do Trabalho da 5ª região.

Para a formação, o ENP! selecionou seis regiões vulneráveis ao aliciamento e exploração de trabalhadores. Foto: Repórter Brasil.

“Minas Gerais é um estado estratégico para o combate ao trabalho escravo pela quantidade de casos em atividades econômicas variadas. Além da presença dessa exploração na pecuária e em lavouras, como as do café, há uma frequência do problema na construção civil, principalmente em grandes obras. Existem ainda comunidades em situação de extrema vulnerabilidade, como aquelas do Vale do Jequitinhonha, de onde partem muitos trabalhadores em busca de emprego, que devem ser alertadas sobre o problema”, explica Natália Suzuki, coordenadora do programa Escravo, nem pensar!.

Durante os três dias de formação, o Escravo, nem pensar! apresentou aos participantes os aspectos conceituais do trabalho escravo contemporâneo, por meio de exposição dialogada, dinâmicas e atividades pedagógicas, além de análise de material impresso e audiovisual. Também foram abordados os temas da migração e aliciamento, que estão conectados à exploração do trabalhador em condição análoga a de escravo.

Natalia Suzuki, coordenadora do ENP!, apresentou as etapas do projeto e o contexto do problema no estado. Foto: Repórter Brasil

O encontro contou com a presença do auditor fiscal do trabalho Marcelo Campos, do Ministério do Trabalho, que deu um panorama sobre a atuação do órgão na repressão ao trabalho escravo. O público também recebeu a professora Denise Vitoriana, da Escola Estadual Imperatriz Pimenta, de Ibirité (MG). A escola foi participante do Fundo de Apoio a Projetos do Escravo, nem pensar! em 2015 e realizou trabalho de referência  na prevenção ao trabalho escravo e tráfico de pessoas.

Ainda estão previstos mais dois encontros em Belo Horizonte neste ano, quando serão abordados outros temas associados ao trabalho escravo contemporâneo, como o tráfico de pessoas e o trabalho infantil.

Trabalho escravo em Minas Gerais

Minas Gerais é um dos estados campeões em número de trabalhadores flagrados nessa condição, ocupando a 3ª posição no ranking nacional, atrás do Pará e Mato Grosso. Entre 1995 e 2018, foram flagrados 5.750 trabalhadores em condições análogas a de escravo no estado. Os dados são do Ministério do Trabalho.

A maior parte dos casos em Minas Gerais está concentrada na mesorregião metropolitana da capital (Belo Horizonte é o município com mais ocorrências), envolvendo situações de exploração em atividades econômicas na zona urbana, como a construção civil. Outras atividades econômicas que apresentaram o problema no estado são aquelas ligadas ao setor de mineração e, no ambiente rural, há casos na pecuária, reflorestamento e café, entre outras atividades.

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Ministério Público do Trabalho: Escravo, nem pensar! Projeto capacita educadores em BH http://escravonempensar.org.br/2018/07/escravo-nem-pensar-projeto-capacita-educadores-em-bh/ Tue, 10 Jul 2018 13:51:08 +0000 http://escravonempensar.org.br/?p=9307 Confira aqui a matéria publicada originalmente no site do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais. Atuação do MPT foi apresentada aos participantes na manhã desta terça-feira, 3 Teve início nesta terça-feira, em Belo Horizonte, o 1º Encontro Formativo do projeto Escravo, nem pensar!. O projeto é voltado para profissionais da educação e tem por...

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Confira aqui a matéria publicada originalmente no site do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais.

Atuação do MPT foi apresentada aos participantes na manhã desta terça-feira, 3

Teve início nesta terça-feira, em Belo Horizonte, o 1º Encontro Formativo do projeto Escravo, nem pensar!. O projeto é voltado para profissionais da educação e tem por objetivo capacitar esse público para abordar o tema trabalho escravo em sala de aula. Cerca de 30 coordenadores educacionais que atuam em cidades de Minas Gerais, onde os índices de trabalho escravo são expressivos, estão participando. Clique aqui e confira a programação do evento.

A procuradora-chefe do MPT em Minas, Adriana Souza, abriu os trabalhos enfatizando a relevância de se estender o debate sobre trabalho escravo, direitos humanos e sociais para o público jovem, que é “a base formadora de cidadãos, desde a infância, sendo fundamental para fomentar o reconhecimento e a busca por esses direitos.” Adriana Souza falou rapidamente sobre o arcabouço normativo, brasileiro e internacional que sustenta a atuação do MPT.

Outro detalhe que foi destacado pela procuradora foi a diferença entre os caminhos possíveis para se buscar a condenação de culpados, nas esferas trabalhista e penal: “enquanto no direito do Trabalho temos a possibilidade de responsabilização de toda a cadeia produtiva envolvida em uma situação de exploração, no direito criminal esse caminho processual não é possível. Em 323 ações de fiscalização e resgate de trabalhadores a partir de casos de exploração de trabalho escravo no Brasil, alcançamos uma sentença de condenação, porque no direito penal a caracterização do dolo praticamente inviabiliza condenações penais, explicou Adriana Souza.”

A atividade de formação está sendo ministrada na Escola Estadual Milton Campos, de hoje até quinta-feira, pela equipe da ONG Repórter Brasil, idealizadora do projeto Escravo nem pensar!. Estão em Belo Horizonte a coordenadora do projeto, Natália Suzuki, e os assessores Thiago Casteli e Rodrigo Teruel. Participam das atividades profissionais das cidades de Belo Horizonte, Araçuaí, Paracatu, Patrocínio, Varginha e Unaí.

De acordo com Natália Suzuki, os profissionais da educação vão participar de oficinas e debates sobre a caracterização do trabalho escravo contemporâneo, política de combate ao trabalho escravo no Brasil, experiências educativas sobre o tema e estratégias de efetivação do projeto nas escolas.

Também participaram das atividades na manhã de hoje a representante do Comitê Estadual de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida, Enfrentameto ao Tráfico de Pessoas e Erradicação do Trabalho Escravo (Comitrate), Ana Paula Giberti e uma representante da Secretaria de Educação. Clique aqui e conheça o projeto Escravo, nem pensar!.

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ENP! previne 30 mil do trabalho escravo na Bahia http://escravonempensar.org.br/2018/06/enp-previne-mais-de-30-mil-pessoas-do-trabalho-escravo-na-bahia/ Tue, 12 Jun 2018 19:18:29 +0000 http://escravonempensar.org.br/?p=9275 Ação teve como foco o oeste do estado, região que concentra maior número de casos. Confira o caderno de resultados

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Ação teve como foco o oeste do estado, região que concentra maior número de casos. Confira o caderno de resultados

Em 2017, a Repórter Brasil envolveu 90 escolas de 22 municípios baianos vulneráveis ao aliciamento e a exploração de trabalhadores na prevenção ao trabalho escravo, alcançando mais de 30 mil pessoas, entre educadores, alunos, funcionários de escolas e comunidade. O resultado decorre do projeto Escravo, nem pensar! no Oeste da Bahia, realizado pela Repórter Brasil e Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC-BA), com o objetivo de inserir a discussão sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos, como aliciamento e migração, na rede pública de ensino. A ação contou com o apoio do Ministério Público do Trabalho e parceria da Coetrae-BA (Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo na Bahia).

Os resultados do projeto foram reunidos no caderno Escravo, nem pensar! no Oeste da Bahia – 2017. O material apresenta as principais abordagens educativas utilizadas pelos educadores nas escolas e seus desdobramentos nas comunidades. (baixe aqui o caderno de resultados)

O oeste baiano é uma das áreas mais críticas em relação à ocorrência de trabalho escravo e aliciamento de trabalhadores. Por isso, ações de prevenção, como a realizada pelo ENP! e SEC-BA na região, são imprescindíveis. No entanto, há também outras localidades do estado vulneráveis a essas práticas, o que demanda a continuidade do projeto, a fim de ampliar e consolidar o enfrentamento a esses problemas” destaca Natalia Suzuki, coordenadora do programa Escravo, nem pensar!.

Alunos do Colégio Estadual (CE) Profº Valdir de Araújo Castro, em São Félix do Coribe, encenaram o trabalho escravo no meio rural

Trabalho escravo na Bahia

A Bahia é o sexto estado com o maior número de casos de trabalho escravo no país, com 3.261 trabalhadores libertados entre 1995 e 2016. No estado, o problema está concentrado majoritariamente em atividades rurais na região oeste. Dentre os dez municípios campeões de casos, sete se situam nessa localidade.

Além de possuir muitos registros de casos de trabalho escravo, a Bahia também é origem de trabalhadores resgatados em outras partes do país. O estado é o segundo de onde mais partem trabalhadores que acabam escravizados em outras regiões, ficando atrás apenas do Maranhão: quase 10% do total dos trabalhadores resgatados no país são baianos.

Política Pública

Com essa ação, a Bahia atende a metas de prevenção dos planos Nacional e Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo:

Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escavo – Meta 41: Promover o desenvolvimento do programa “Escravo, nem pensar!” de capacitação de professores e lideranças populares para o combate ao trabalho escravo, nos estados em que ele é ação do Plano Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo

Plano Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo na Bahia – Prioridade 3: Formação de profissionais para o enfrentamento do trabalho escravo. Ação 1.3: Realização do treinamento de professores de educação (Escravo, nem pensar!).

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Nações Unidas – Brasil: Em SP, escola usa Declaração dos Direitos Humanos para combater xenofobia e discriminação entre alunos http://escravonempensar.org.br/2018/05/em-sp-escola-usa-declaracao-dos-direitos-humanos-para-combater-xenofobia-e-discriminacao-entre-alunos/ Tue, 29 May 2018 14:53:49 +0000 http://escravonempensar.org.br/?p=9178 Confira aqui a notícia publicada originalmente no site das Nações Unidas – Brasil. Uma escola pública do bairro do Pari, zona central de São Paulo, tem utilizado a Declaração Universal dos Direitos Humanos como base para projetos que visam ao combate à discriminação contra migrantes e refugiados, que representam 21% do total de 574 alunos...

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Confira aqui a notícia publicada originalmente no site das Nações Unidas – Brasil.

Uma escola pública do bairro do Pari, zona central de São Paulo, tem utilizado a Declaração Universal dos Direitos Humanos como base para projetos que visam ao combate à discriminação contra migrantes e refugiados, que representam 21% do total de 574 alunos da unidade hoje considerada modelo de integração.

Uma escola pública do bairro do Pari, zona central de São Paulo, tem utilizado a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) como base para projetos que visam ao combate à discriminação contra migrantes e refugiados, que representam 21% do total de 574 alunos da unidade hoje considerada modelo de integração.

Seis anos atrás, a Escola Municipal Infante Dom Henrique enfrentava problemas de preconceito e xenofobia contra alunos bolivianos, que formam a maior parte dos estrangeiros da unidade. Houve até mesmo casos de extorsão, em que bolivianos eram coagidos a pagar uma espécie de “pedágio” para não sofrer violência física por parte de outros alunos.

Diante do cenário preocupante, professores da unidade decidiram criar em 2012 o projeto Escola Apropriada — Educação, Cidadania e Direitos Humanos. A iniciativa, em andamento até hoje, zerou os casos de violência física xenofóbica por meio de reuniões quinzenais com alunos estrangeiros e brasileiros, além de pais, para discutir dificuldades e soluções.

“Havia muito preconceito, discriminação contra os alunos bolivianos, que eram sempre considerados culpados por tudo o que acontecia na escola”, explicou o professor de História Cesar Sampaio, que coordenou as atividades do projeto até o ano passado.

“Conversamos com os pais e resolvemos iniciar reuniões com os alunos migrantes e filhos de migrantes. Fizemos uma atividade para que eles descrevessem ou desenhassem seus ‘fantasmas’. Começaram a surgir algumas coisas, o desrespeito (que sofriam)”, contou o professor, lembrando que a atividade posteriormente passou a incluir alunos brasileiros. As reuniões trabalham o artigo 13 da DUDH, que trata do direito de migrar.

Os encontros têm também o intuito de apresentar a cultura dos alunos estrangeiros aos demais, segundo o diretor da escola, Claudio Neto. “Cada aluno que chega apresenta seu país. Recebemos recentemente uma aluna marroquina, e na próxima reunião ela vai apresentar o Marrocos para o grupo”, disse.

O projeto Escola Apropriada foi premiado em 2015 pela prefeitura de São Paulo, e deu origem no ano seguinte à iniciativa “O migrante mora em minha casa”, projeto criado pela professora de História Rosely Marchetti em parceria com o programa “Escravo, nem pensar!” (ONG Repórter Brasil). A iniciativa visa conscientizar os alunos sobre o fato de que todos os brasileiros têm alguma descendência de migrantes externos ou internos, por meio do resgate das árvores genealógicas dos estudantes.

Outros projetos surgiram sobre a mesma temática. Alunas bolivianas passaram a dar aulas de espanhol para alunos brasileiros, que muitas vezes não conseguiam participar das conversas dos estrangeiros nos intervalos por não falar a língua. Os professores também promoveram ações de conscientização sobre o trabalho escravo contemporâneo, como parte do projeto “O migrante mora em minha casa”, e organizaram visitas a locais que abrigavam oficinas de costura clandestinas fechadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na região do Pari.

“Fizemos uma pesquisa no MPT sobre oficinas irregulares que haviam sido descobertas na região. Fomos visitá-las na porta para mostrar que essa realidade estava próxima deles, não era distante”, explicou Cesar. O trabalho foi feito com alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, com idade média de 13 anos.

“A discussão sobre migração estava mais amadurecida, aí puxamos para a discussão sobre trabalho escravo para combater esse crime que é um mal crescente no mundo globalizado. Começamos a lembrar como esse processo se desenvolve até chegar na roupa que vestimos. Percebemos a preocupação dos alunos”, salientou.

Com alunos de idade entre 6 e 14 anos, a Escola Infante Dom Henrique tem, além de bolivianos, alunos migrantes e refugiados paraguaios, uruguaios, argentinos, mexicanos, angolanos, sírios e marroquinos, entre outros.

Em janeiro do ano passado, o colégio foi incluído no Programa de Escolas Associadas (PEA) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O PEA é uma rede internacional de escolas que trabalham pela cultura da paz, com projetos ligados a um tema central, determinado pelo Ano Internacional proposto pela UNESCO, e dirigidos à ampliação da consciência de cidadania.

“Os alunos que passaram por esse projeto de formação, de valores e compreensão da realidade, melhoram muito (em relação ao preconceito e à xenofobia). Mas o preconceito da comunidade em geral ainda permanece, nas imediações da escola e alguns pais de alunos”, lembrou o diretor da escola.

“Hoje, os alunos migrantes são protagonistas”, disse o professor Cesar Sampaio. “Transformaram-se de oprimidos a protagonistas. É um grande salto”, concluiu.

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Conexão (Canal Futura): Escravo, nem pensar! http://escravonempensar.org.br/2018/05/escravo-nem-pensar-no-programa-conexao-do-canal-futura/ Mon, 21 May 2018 17:48:01 +0000 http://escravonempensar.org.br/?p=9162 No dia 15 de maio, a coordenadora do programa Escravo, nem pensar, Natalia Suzuki, concedeu uma entrevista sobre o tema do trabalho escravo ao Canal Futura. Na ocasião, Natalia falou sobre as ações de prevenção ao problema desenvolvidas pelo Escravo, nem pensar!, que já alcançaram mais de 700 mil pessoas em 10 estados brasileiros. Confira a entrevista...

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No dia 15 de maio, a coordenadora do programa Escravo, nem pensarNatalia Suzuki, concedeu uma entrevista sobre o tema do trabalho escravo ao Canal Futura. Na ocasião, Natalia falou sobre as ações de prevenção ao problema desenvolvidas pelo Escravo, nem pensar!, que já alcançaram mais de 700 mil pessoas em 10 estados brasileiros.

Confira a entrevista na íntegra: https://goo.gl/tVZ2sh

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Haitianos: migração e educação em São Paulo http://escravonempensar.org.br/2018/04/haitianos-migracao-e-educacao-em-sao-paulo-sp-confira-o-video/ Mon, 23 Apr 2018 18:02:35 +0000 http://escravonempensar.org.br?p=9021 Escola da periferia da capital é referência por ensino e acolhimento a migrantes. A unidade escolar integra a rede do programa Escravo, nem pensar!

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Escola da periferia da capital é referência por ensino e acolhimento a migrantes. A unidade escolar integra a rede do programa Escravo, nem pensar!

O Centro de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) Perus I, localizado na zona norte de São Paulo, recebeu e matriculou mais de 200 migrantes haitianos nos  últimos dois anos. Para atender esse público, a escola dedica aulas de português e orientações para a utilização dos serviços públicos na cidade, além de desenvolver atividades culturais para promover a integração dos haitianos com a comunidade local.

A iniciativa do Cieja Perus I de acolher e elaborar processos de aprendizagem específicos para os haitianos é resultado da formação que educadores da escola tiveram com o projeto “Migração como direito humano: rompendo o vínculo com o trabalho escravo”realizado pelo programa Escravo, nem pensar! (ONG Repórter Brasil), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, em 2016.

Pelo trabalho que desenvolve atualmente, a  escola recebeu o prêmio “Territórios Educativos 2017”, do Instituto Tomie Ohtake.

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Seduc Tocantins – Projeto de combate ao trabalho escravo inicia formação para técnicos da Educação http://escravonempensar.org.br/2018/04/projeto-de-combate-ao-trabalho-escravo-inicia-formacao-para-tecnicos-da-educacao/ Wed, 18 Apr 2018 16:55:29 +0000 http://escravonempensar.org.br?p=8799 Confira aqui a notícia originalmente publicada no site da Seduc Tocantins. Técnicos de oito Diretorias Regionais de Educação (DREs) estão participando, em Palmas, de 10 a 12 de abril, da formação do projeto Escravo, nem pensar!. A iniciativa da Organização não Governamental (ONG) Repórter Brasil é desenvolvida no Tocantins em parceria com a Secretaria de Estado...

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Confira aqui a notícia originalmente publicada no site da Seduc Tocantins.

Técnicos de oito Diretorias Regionais de Educação (DREs) estão participando, em Palmas, de 10 a 12 de abril, da formação do projeto Escravo, nem pensar!. A iniciativa da Organização não Governamental (ONG) Repórter Brasil é desenvolvida no Tocantins em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, Juventude e Esportes do Tocantins (Seduc) e visa mobilizar as escolas estaduais com ações de prevenção ao trabalho escravo, tráfico de pessoas e trabalho infantil.

De acordo com a gerente de Educação do Campo e Quilombola da Seduc, Maria do Socorro Soares Coelho, o projeto colabora para atender as metas dos Planos Nacional e Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo. “Inicialmente serão atendidas 361 escolas em 100 municípios vulneráveis à ocorrência de aliciamento de trabalhadores, trabalho escravo e trabalho infantil. Nossa intenção é difundir o conhecimento por meio das unidades escolares como forma de combater essas violações dos direitos humanos”, enfatizou.

“Além de ser uma violência, essas formas de trabalho incidem negativamente na aprendizagem dos educandos que estejam nessas condições, e podem ser responsáveis ainda pela evasão dos alunos. Com essa parceria, serão desenvolvidas ações de esclarecimento e prevenção ao longo de 2018 nas escolas, com intuito de que a comunidade escolar seja também multiplicadora para a população dos municípios atendidos”, frisou a secretária de Estado da Educação, Juventude e Esportes, Wanessa Zavarese Sechim.

Além da capacitação continuada, os participantes receberão gratuitamente materiais didáticos impressos e digitais sobre os temas do projeto, além de assessoria pedagógica.  As DREs atendidas serão: Araguaína, Araguatins, Colinas do Tocantins, Gurupi, Palmas, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional e Tocantinópolis. Os profissionais dessas regionais serão responsáveis por multiplicar os conteúdos e a metodologia do projeto para as escolas.

O projeto conta com apoio do Ministério Público do Trabalho e parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça.

Segundo a assessora de currículo da DRE de Porto Nacional, Eliana Oliveira Azevedo, que já realizou outras atividades no município em parceria com a ONG, “as ações nas escolas relacionadas ao tema têm impacto positivo e rápido, no sentido de esclarecer sobre as formas de trabalho escravo que muitas vezes não são facilmente identificadas pelas pessoas. Levar o projeto para as escolas é uma forma de expandir esse conhecimento para que sirva de alerta e combate a esses tipos de violência”, relatou.

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TO se mobiliza contra o trabalho escravo http://escravonempensar.org.br/2018/04/escolas-do-tocantins-desenvolverao-acoes-de-prevencao-ao-trabalho-escravo/ Wed, 18 Apr 2018 15:57:14 +0000 http://escravonempensar.org.br?p=8788 Profissionais da Educação participaram de formação do ENP! sobre o tema do trabalho escravo. Projeto será implementado em 361 escolas de 100 municípios

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Profissionais da Educação participaram de formação do Escravo, nem pensar! sobre o tema do trabalho escravo em Palmas para a implementação do projeto em 361 escolas de 100 municípios tocantinenses

Entre os dias 10 e 12 de abril, o programa Escravo, nem pensar!, da ONG Repórter Brasil, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes do Tocantins (Seduc), realizou em Palmas a primeira formação presencial para profissionais da Educação da rede estadual dedicada ao tema do trabalho escravo e assuntos correlatos.

Os formadores do Escravo, nem pensar! abordaram a ocorrência do trabalho escravo no setor sucroalcooleiro. Foto: Repórter Brasil.

Nessa primeira etapa do projeto foram formados 40 servidores, entre técnicos da Seduc e gestores e técnicos das Diretorias Regionais de Educação (DRE) de Araguaína, Araguatins, Colinas do Tocantins, Gurupi, Palmas, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional e Tocantinópolis. Esses profissionais serão responsáveis pela multiplicação dos conteúdos abordados para os educadores de 361 escolas estaduais localizadas em 100 municípios jurisdicionados às 8 DREs participantes. Além dos profissionais da Educação, também compareceu ao evento uma técnica do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, equipamento ligado à Secretaria de Estado da Saúde.

Na formação, o público participou de atividades pedagógicas, debates, exibição e análise de material impresso e audiovisual e tiveram acesso à metodologia pedagógica do Escravo, nem pensar! para a disseminação do tema nas escolas. Cada participante recebeu um kit de materiais didáticos específicos sobre os temas abordados. O Escravo, nem pensar! também disponibilizou um kit para cada uma das escolas envolvidas no projeto.

“A abordagem do trabalho escravo contemporâneo é pertinente para as escolas do Tocantins, pois a maioria dos nossos alunos está em situação de risco social, passíveis de serem aliciados”, destaca Wesliane de Souza, técnica pedagógica da DRE de Paraíso do Tocantins.

O procurador Erlan Peixoto palestrou sobre o histórico do combate ao trabalho escravo realizado pelo MPT. Foto: Repórter Brasil.

Os participantes também contaram com a presença do procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT) no Distrito Federal e Tocantins Erlan Peixoto, que contribuiu com experiências pessoais de combate ao trabalho escravo contemporâneo e detalhou as atribuições do MPT no enfrentamento ao crime. O órgão é apoiador do projeto.

Durante toda a execução do projeto, o Escravo, nem pensar! fornecerá assessoria pedagógica à distância aos profissionais formados. Além disso, estão previstos mais dois encontros presenciais ao longo de 2018, nos quais serão debatidos temas correlatos ao trabalho escravo, como tráfico de pessoas, trabalho infantil e o desmatamento da Amazônia. O próximo encontro formativo está previsto para agosto.

“O projeto incidirá nos municípios tocantinenses mais vulneráveis ao aliciamento de trabalhadores para o trabalho escravo. Além disso, a ação atende a metas dos Planos Nacional[1] e Estadual[2] para a Erradicação do Trabalho Escravo”, afirma Natalia Suzuki, coordenadora do programa Escravo, nem pensar!.

Trabalho escravo no Tocantins

O Tocantins é o sétimo colocado no ranking nacional de trabalhadores resgatados do trabalho escravo (3.044 resgatados). Na região Norte, o estado ocupa o 2º lugar[3]. O crime está intimamente ligado a atividades rurais, sobretudo em manutenção de propriedades agropecuárias e produção de grãos, como a soja. O estado também registra alto índice em carvoarias.

O problema não se limita a uma determinada região, mas está disseminado pelo estado. Dos 139 municípios tocantinenses, 81 (58%) já tiveram casos de trabalho escravo registrados, o que torna o estado o terceiro com o maior número de municípios onde a violação já ocorreu, logo atrás de Minas Gerais (92) e Mato Grosso (86).

 

[1] “Promover o desenvolvimento do programa “Escravo, nem pensar!” de capacitação de professores e lideranças populares para o combate ao trabalho escravo, nos estados em que ele é ação do Plano Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo” – meta 41.

[2] “Implementar o projeto ‘Escravo, nem pensar!’ visando a capacitação de professores e lideranças comunitárias em torno do tema” – meta 5.2.4.

[3] Os dados são do Ministério do Trabalho, somados a apurações e sistematização realizadas pela Comissão Pastoral da Terra.

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