Projetos comunitários

Depois de realizarem reuniões com a coordenadora pedagógica para escolher os materiais e métodos, professores de diversas disciplinas da escola deram início às atividades em sala de aula. Os alunos fizeram pesquisas sobre direitos trabalhistas, escravidão contemporânea e trabalho infantil, leram romances e poesias sobre o tema e produziram telas, histórias em quadrinho, paródias e uma peça teatral abordando o trabalho nas carvoarias. As produções foram apresentadas para a escola e a comunidade na culminância do projeto.

O trabalho escravo na comunidade

Para entender o problema como parte da realidade local, os alunos filmaram relatos de um trabalhador escravizado em um garimpo na Bolívia e de uma trabalhadora que passou pela mesma situação em um frigorífico do município de Mirassol D’Oeste. Os depoimentos foram exibidos no dia do encerramento do projeto e causaram grande comoção na comunidade.

Depoimento

O projeto foi muito além do que imaginamos. Iniciamos com três turmas, mas acabamos incluindo todas elas. Os professores se envolveram muito: fizeram pesquisas, buscaram materiais e assistiram a vídeos por conta própria. Os pais dos alunos, por sua vez, agradeceram a iniciativa e falaram que ela serviu como alerta, pois a visão deles sobre o trabalho escravo, principalmente nos frigoríficos, mudou muito.

Maria Inês Leite de Almeida, professora e responsável pelo projeto

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