Projetos comunitários

O objetivo era criar um núcleo do grupo de Teatro do Oprimido na Comunidade Ouro Preto, bairro periférico do município e, por meio dele, levar aos moradores da comunidade a discussão sobre trabalho escravo.

Utilizando técnicas teatrais como instrumento de reflexão a respeito dos problemas sociais da comunidade, debateu-se a incidência do trabalho escravo na região, suas causas e formas de prevenção. O grupo também auxiliou a comunidade a pensar em formas de se organizar para intervir nessa realidade.

Crianças e adolescentes participantes do grupo encenaram a peça teatral nas ruas do bairro Ouro Preto e também na comunidade vizinha de Bela Vista. A história trata de uma família retirante: o pai é iludido por um aliciador e procura uma forma de se libertar. Nas apresentações, antes do final da peça, o grupo iniciava diálogo com o público, alertando que a situação apresentada não era ficção e realizando um debate sobre o perigo que o trabalho escravo representa para a comunidade.

Durante o projeto, os educadores estreitaram relações com as famílias, que auxiliaram na manutenção do espaço de ensaios, na confecção de figurino para as apresentações e na preparação dos lanches nas oficinas. Os moradores da comunidade tiveram contato com discussões sobretrabalho escravo, violência doméstica, tráfico de drogas e exploração infantil.

Ampliando o alcance desse debate, foi criado o “Telecine Ouro Preto”, com exibições mensais de filmes para a comunidade.

O Grupo de Teatro do Oprimido Popular Amazônico foi criado em 2007 com incentivo do Fundo de apoio a projetos do “Escravo, nem pensar!”. Além disso, tiveram projeto financiado em 2008.

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