Formações e oficinas

Após a formação realizada em junho de 2009, ocorreram três encontros de monitoramento: em novembro de 2009, setembro de 2010 e junho de 2011. Nessas ocasiões, os professores compartilharam as produções escolares sobre o trabalho escravo contemporâneo e participaram de discussões a respeito de temas relacionados aos direitos humanos. Diversas escolas do campo e da cidade desenvolveram projetos sobre o tema ao longo das três etapas. Foram realizadas atividades como apresentações teatrais, paródias e seminários para multiplicar as informações nas comunidades e deixar o tema em evidência. As constantes libertações de trabalhadores em situação de escravidão em uma grande destilaria do município chamaram muito a atenção dos professores, indicando a necessidade de campanhas informativas sobre a ocorrência do crime.

A abordagem do tema ganhou capilaridade nas escolas do campo, trazendo à tona a discussão sobre a reforma agrária e permanência na terra, já que o município de Confresa é marcado pela disparidade entre os assentamentos rurais e as grandes fazendas de pecuária. O percurso da formação continuada do Escravo, nem pensar! foi muito positivo e ainda hoje proporciona frutos, pois professores incorporaram a temática em suas atividades cotidianas e as escolas desenvolveram muitos projetos, sendo quatro deles apoiados pelo Fundo de Apoio a Projetos do Escravo, nem pensar!.

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