Assistentes sociais do município de São Paulo são capacitados para atendimento humanizado ao migrante e encaminhamento de denúncias de trabalho escravo e violações correlatas

O programa educacional Escravo, nem pensar!, coordenado pela ONG Repórter Brasil, formou 35 servidores públicos da Assistência Social do município de São Paulo, que trabalham nas dez regiões do município com maior número de migrantes internacionais na cidade, sobre os temas da migração, trabalho escravo e tráfico de pessoas. A ação é parte do projeto “Atendimento humanizado ao imigrante e prevenção ao trabalho escravo”, que tem sido realizado desde agosto deste ano em parceria com o Espaço Público do Aprender Social (Espaso), a escola de formação dos profissionais da Assistência Social do município de São Paulo.

O quarto e último encontro do primeiro módulo, que teve outros três encontros, foi realizado no dia 14 de novembro. Para 2018, está previsto o segundo módulo do projeto que aprofundará os temas já trabalhados e dará continuidade à multiplicação dos conteúdos nos equipamentos, serviços conveniados e para comunidade.

Participantes reordenam o ciclo do trabalho escravo durante atividade da formação

O evento aconteceu na sede do Espaso e contou com a presença de 24 profissionais de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS), representantes da sociedade civil e da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS). Na primeira parte da atividade os formadores do Escravo, nem pensar! aprofundaram os principais aspectos conceituais do trabalho escravo contemporâneo. Foram apresentados marcos da repressão ao crime no Brasil e o papel da Assistência na construção da autonomia dos trabalhadores resgatados. Também foi discutida a atual conjuntura do combate ao trabalho escravo no país.

Na segunda parte, os participantes compartilharam experiências exitosas de multiplicação dos conteúdos da formação nos respectivos equipamentos e demais serviços. Dentre elas, destaca-se a realização de uma pesquisa de campo com os serviços da rede conveniada do CRAS e CREAS do território de Cidade Tiradentes sobre a presença de migrantes na região e sua interação com a Assistência.  Está prevista, para dezembro deste ano, uma formação para 80 profissionais de CRAS, CREAS, Supervisões de Assistência Social (SAS) e Centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), a ser conduzida por servidores do Espaso e da SMADS formados pelo Escravo, nem pensar!.

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