Programa Escravo, nem pensar!, da ONG Repórter Brasil, aborda os desafios das escolas de São Paulo (SP) no atendimento à população migrante

Ao longo de 2016, o programa Escravo, nem pensar! realizou a formação continuada “Migração como direito humano: rompendo o vínculo com o trabalho escravo”. O documentário homônimo apresenta resultados desse projeto, que alcançou 330 professores nas abordagens dos temas da migração internacional e do trabalho escravo com 5.108 alunos da rede pública de educação do município de São Paulo. A iniciativa ainda alcançou 983 pessoas da comunidade extraescolar, totalizando 6.796 pessoas contempladas pelo projeto.

A produção audiovisual dá voz a alunos filhos de imigrantes e brasileiros e educadores para relatarem os desafios de se promover um ambiente multiétnico de aprendizado voltado aos direitos humanos e à integração cultural.

O projeto, que iniciou no primeiro semestre de 2016, teve como público direto 55 educadores de 43 escolas da capital paulista, onde há grande concentração de alunos imigrantes ou descendentes de imigrantes. A experiência foi realizada com a parceria da Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio de seu Núcleo de Educação Étnico Racial e o apoio do Ministério Público do Trabalho.

O projeto buscou a sensibilização e a capacitação dos educadores para desenvolver projetos sobre o direito à migração e prevenção ao trabalho escravo contemporâneo com os alunos e a comunidade extraescolar. A formação apresentou aos educadores a realidade vivenciada pela população migrante em São Paulo, abordando os estigmas, preconceitos e violações de direitos sofridas, como no caso do trabalho escravo.

Os resultados do projeto atendem as metas 38 e 39 do Plano Municipal para Erradicação do Trabalho Escravo de São Paulo, que tratam da inserção do tema do trabalho escravo nos parâmetros curriculares do ensino municipal e da criação, no âmbito da SME, de projetos educacionais de enfrentamento a essa violação de direitos humanos.

 

 

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