Em encontro realizado pelo Escravo, nem pensar!, programa de educação da ONG Repórter Brasil, em parceria com a Escola Municipal de Administração Pública de São Paulo (Emasp), servidores públicos compartilham experiências de prevenção ao trabalho escravo e aprimoramento no atendimento à população migrante

Servidores públicos municipais participaram, nesta quinta-feira, dia 11, do segundo encontro da formação continuada “Migração como direito humano: rompendo o vínculo com o trabalho escravo”. A atividade aconteceu na Emasp e teve como objetivo avaliar o processo de multiplicação dos conteúdos e informações sobre trabalho escravo e migração fornecidos no primeiro encontro.

Natália Suzuki, coordenadora do programa Escravo, nem pensar! conduz a formação para o público

Na ocasião, reuniram-se servidores públicos de cinco secretarias estratégicas para a disseminação do tema da migração e do trabalho escravo no município, Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS); Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC); Educação (SME);  Saúde (SMS) e Segurança Urbana (SMSU). Representando a sociedade civil, Carla Aguilar, do Centro de Acolhida e Pastoral do Migrante (CAMI), foi convidada para palestrar sobre a atuação da instituição junto à população migrante.

Servidores públicos recebem formação na EMASP

Dentre as atividades, os profissionais puderam compartilhar as experiências de multiplicação realizadas até o momento. Houve progresso em diferentes secretarias, como Assistência Social e Desenvolvimento, Educação e Saúde. Dentre os avanços, pode-se destacar a formação de professores na EMEF Lourenço filho, no bairro do Tucuruvi, sobre os temas da migração e do trabalho escravo e um caso bem sucedido de atendimento a migrante no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Itaim II. Ademais, já está agendada uma formação com cerca de 40 agentes de endemia ligados à SMS.

Carla Aguilar (CAMI) palestra para participantes

A fim de consolidar os temas trabalhados com os participantes no primeiro encontro, a equipe do Escravo, nem pensar! retomou o conceito de trabalho escravo e explicou as atribuições dos órgãos responsáveis pela fiscalização das condições de trabalho. Além disso, houve exposição e debate sobre as mudanças trazidas pela aprovação no Senado da nova Lei de Migração. Esta lei substitui o Estatuto do Estrangeiro, que até então norteia a política migratória brasileira. Na parte da tarde, foi tratado o tema do tráfico de pessoas, de modo que os profissionais pudessem compreender como esta grave violação de direitos humanos se relaciona com o trabalho escravo.

Ao final da formação, os servidores públicos receberam orientações e encaminhamentos para o prosseguimento do processo de multiplicação. A equipe do Escravo, nem pensar! expôs exemplos práticos de como as ações podem ser realizadas junto aos demais profissionais das secretarias municipais e a comunidade. O próximo e último encontro está previsto para junho, quando haverá compartilhamento dos resultados finais e avaliação do projeto.

Tags:

Comentários fechados.