Programa Escravo, nem pensar! da ONG Repórter Brasil, desenvolve atividade com servidores públicos de 5 secretarias do município. Ação pretende aprimorar o atendimento ao público migrante na capital

Na última quinta-feira, 30 de março, o Escravo, nem pensar!, programa de educação da ONG Repórter Brasil, realizou encontro da formação continuada sobre migração e trabalho escravo para servidores públicos do município de São Paulo. O evento aconteceu na Escola de Administração Pública de São Paulo (Emasp), parceira do projeto.

A formação contou com a participação de 26 servidores de cinco secretarias municipais: Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), Secretaria Municipal de Educação (SME), Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU).

Natália Suzuki, coordenadora do programa, conduz atividade de formação.

O objetivo do projeto é formar os servidores para que estes desenvolvam ações relacionadas ao tema da migração e do trabalho escravo, agindo como agentes multiplicadores dos temas estudados e aprimorando o atendimento ao público imigrante em São Paulo.

Durante o encontro, os servidores participaram de atividades pedagógicas, debates e análise de material audiovisual e receberam um kit de materiais didáticos. Foram discutidos os atuais fluxos migratórios em São Paulo, normas para regularização migratória no Brasil, direito à migração e os conceitos de aliciamento e trabalho escravo.

“Os servidores públicos de São Paulo tem contato direto e constante com a população migrante, principalmente com os grupos mais vulneráveis. Por isso, a formação desses profissionais sobre o tema do trabalho escravo e a sua sensibilização sobre as demandas dos migrantes são fundamentais para que possam atender melhor essa população e informá-la de forma mais eficiente sobre os seus direitos”, explica Natália Suzuki, coordenadora do programa Escravo, nem pensar!.

A fim de aproximar os servidores da realidade vivenciada pelos imigrantes, foram convidadas duas instituições que desenvolvem ações com essa comunidade. Representando o poder público, Fábio Ando e Viviana Peña, do Centro de Referência e Acolhida do Imigrante (CRAI) expuseram o papel da instituição no atendimento social, psicológico e jurídico a essa população e destacaram as diretrizes da política municipal voltada para o tema.

A sociedade civil foi representada pelo Cami (Centro de Apoio e Pastoral do Migrante), entidade que trabalha ativamente no atendimento, capacitação e mobilização de migrantes de diversos países. O CAMI já atuou como parceiro em projeto anterior do Escravo, nem pensar!, quando foi realizada, em 2016, formação sobre migração e trabalho escravo para educadores da rede municipal de ensino.

Com base nas orientações do programa Escravo, nem pensar!, os servidores multiplicarão o conteúdo da formação em suas respectivas áreas técnicas. A formação continuada prevê ainda dois encontros presenciais para maio e junho deste ano.

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