Programa Escravo, nem pensar!, da ONG Repórter Brasil, apresenta histórico de projetos de prevenção já realizados em 10 estados. Fotos de dramatização de trabalho escravo tiradas por alunos de escola participante do programa são expostas na universidade 

Na segunda-feira, 27 de março, teve início a I Semana sobre Trabalho Escravo na Atualidade no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A semana é organizada por Marina Sampaio, auditora fiscal do trabalho e estudante de Ciências Sociais, e ocorre por ocasião das atividades da calourada do IFCH da Unicamp. A abertura se deu com o seminário “Trabalho Escravo na Atualidade: Retratos de um cotidiano de exploração”. O evento contou com a participação de atores do poder público, da sociedade civil e da academia, que abordaram a temática por meio de diferentes perspectivas.

André Roston (Ministério do Trabalho), Lívia Ferreira (Ministério do Trabalho), Thiago Casteli (Repórter Brasil), Marina Sampaio (Ministério do Trabalho), Nauber Gavski (Unicamp) e Andrea Righetto (SEE SP)

Nauber Gavski da Silva, pós-doutorando em história no IFCH e pesquisador do Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (CECULT), deu início ao seminário traçando um panorama histórico do trabalho escravo no Brasil. Em seguida, André Roston, coordenador nacional do Grupo Especial de Fiscalização Móvel de Combate ao Trabalho em Condições Análogas a de Escravo, deu destaque ao papel da sociedade civil em pressionar o Estado brasileiro para reconhecer a existência do trabalho escravo contemporâneo no país. Além disso, relacionou os perfis dos trabalhadores explorados com as atividades econômicas nas quais trabalhavam. Lívia Ferreira, auditora fiscal do trabalho, por sua vez, falou sobre a ocorrência e o combate ao trabalho escravo urbano no setor têxtil e na construção civil.

O seminário se encerrou com a fala de Thiago Casteli, coordenador-assistente do Escravo, nem pensar!, programa de educação da Repórter Brasil. Thiago falou sobre as experiências de prevenção ao trabalho escravo no país. Em seguida, discorreu sobre o projeto em curso no município de Campinas (SP), tocado em parceria com a Diretoria de Ensino Campinas Oeste, órgão responsável pela coordenação das escolas estaduais na região.

Thiago Casteli (Repórter Brasil) apresenta panorama das atividades de prevenção ao trabalho escravo realizadas pelo Escravo, nem pensar!


Exposições fotográficas

Durante a semana, fotos de casos reais de trabalho escravo, retratados por autoridades públicas no combate ao trabalho, estão exibidas na Biblioteca Octávio Ianni, no IFCH da Unicamp. Essas imagens foram vencedoras do I Concurso Cultural Fotográfico sobre Trabalho Escravo, organizado pela Comissão de Recepção dos Ingressantes do IFCH – Unicamp.

 

Paralelamente a essa, estão expostas fotos de dramatização de cenas de trabalho escravo, feitas por alunos da Escola Estadual Carlos Alberto Galhiego, de Campinas, participante do programa Escravo, nem pensar!. A exposição se encontra no auditório do IFCH da Unicamp.

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