Publicação do programa Escravo, nem pensar! mostra como pessoas ainda são traficadas, ou seja, elas são vendidas e compradas como se fossem seres inanimados em pleno século 21. 

O tráfico de pessoas é uma violação de direitos humanos, que acomete a dignidade do indivíduo traficado, porque o reduz a um objeto insignificante: a utilidade da vítima é tão somente atender ao desejo de exploração de quem o compra e gerar lucro para quem o vende. A maior parte das vítimas é ludibriada por artimanhas, mentiras e propostas sedutoras de empregos irrefutáveis. O desconhecimento sobre o tráfico de pessoas torna essas pessoas ainda mais vulneráveis. Por esse motivo, na semana do Dia de Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, 29 de julho, o programa Escravo, nem pensar!, da ONG Repórter Brasil, lança o caderno temático Tráfico de pessoas – Mercado de gente, com o objetivo de difundir a informação sobre esse crime e prevenir que indivíduos sejam aliciados.

A publicação é uma edição atualizada e ampliada da versão lançada em 2012.

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A compreensão mais aprofundada sobre o tráfico de pessoas também contribui para que ações de combate ao problema sejam coerentes com a realidade. Diante disso, o conteúdo do material é dedicado a esclarecer o conceito de tráfico de pessoas, apresentando-o de forma didática, além de desmitificar ideias equivocadas relacionadas a ele. É comum, por exemplo, achar que o tráfico de pessoas é sinônimo de exploração sexual, quando, na verdade, esse é apenas um tipo de abuso a que as vítimas estão sujeitas. As pessoas podem ser traficadas também para fins de trabalho escravo, adoção ilegal, venda de órgãos, casamento forçado e outras situações que as submetem a condições contrárias à sua própria vontade.

No caderno, esses tipos de exploração são apresentados por meio de histórias reais de pessoas que passaram por essa terrível experiência, com o intuito de se dar atenção à vítima a partir de uma perspectiva humanizada. Outros elementos são abordados, como os instrumentos legais voltados à repressão desse crime e à punição daquele que o comete.

Esse caderno também elenca um rol de organizações da sociedade civil e de autoridades públicas, dedicadas ao recebimento de denúncias e ao acolhimento de vítimas.

Para ter acesso ao material completo, clique aqui.

Veja também a animação sobre o tráfico de pessoas, elaborado pelo Escravo, nem pensar!:

Para saber mais sobre o programa, acesse: www.escravonempensar.org.br.

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