As ações foram resultado de formação continuada realizada pelo programa  Escravo, nem pensar! entre 2014 e 2015 com gestores da educação de 11 municípios da região.

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O Pará é o estado brasileiro com maior incidência de trabalho escravo. Nos últimos 20 anos, mais de 12 mil trabalhadores foram resgatados, o que representa um quarto do total de libertados de todo país. Diante disso, o programa Escravo, nem pensar! desenvolveu um projeto de formação continuada voltado para prevenção ao trabalho escravo voltado para gestores das Secretarias Municipais de Educação de 11 municípios do sul e sudeste do Estado: Canaã dos Carajás, Curionópolis, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Geraldo do Araguaia e Tucumã. A ação impactou mais de 35 mil pessoas num período de 16 meses entre 2014 e 2015.

Os resultados foram publicados no caderno “Escravo, nem pensar! no sul e sudeste do Pará – Experiências educacionais de prevenção ao trabalho escravo”, que acaba de ser lançado pelo programa e está disponível gratuitamente em versão online. Destinado a gestores e educadores, a coletânea reúne as principais ações do projeto, acompanhadas de fotos e depoimentos.

Para facilitar a leitura e servir de referência e inspiração para outras secretarias e educadores desenvolverem seus próprios projetos de prevenção a essa violação de direitos humanos, as atividades foram divididas em categorias específicas. São elas: a institucionalização do tema do trabalho escravo no Plano Municipal de Educação de alguns municípios, ações em comunidades escolares da zona rural, mobilização da rede de ensino em torno dos projetos de combate ao trabalho escravo, o fortalecimento dos sistemas de formação de professores e a abordagem do tema em sala de aula sob uma perspectiva dos direitos humanos.

Nas cidades onde a iniciativa foi implementada, as comunidades se tornaram mais informadas sobre os riscos do aliciamento e do trabalho escravo e se mobilizaram por meio de atividades educativas e prevenção e combate. “O que mais chama a atenção e nos enche de orgulho são os resultados desenvolvidos pelos professores e alunos que acreditaram no projeto, é a forma como os educadores se apropriaram do tema do trabalho escravo e artisticamente transmitiram à comunidade escolar, e essa, por sua vez, com graças, gestos, poesias, músicas, desenhos, faixas e caminhadas, transmitiram à sociedade que o trabalho escravo existe, é crime e precisa ser combatido”, ressaltou a agente da Comissão Pastoral da Terra, Geusa Morgado.

O projeto teve apoio do Grupo Interinstitucional de Apoio a Erradicação do Trabalho Escravo (Gaete) e da TAM Linhas Aéreas.

Confira abaixo o vídeo que complementa as ações do projeto.

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