Entre os dias 26 e 30 de maio, o programa Escravo, nem pensar! realizou uma formação para professores das redes públicas municipal e estadual no município de Oeiras (PI), com a parceria da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e da TAM Linhas Áreas. O objetivo da formação foi discutir com os professores o tema do trabalho escravo a partir de uma abordagem contextualizada, na qual se levou em consideração fenômenos relacionados a essa violação de direitos humanos, como a situação fundiária do país, os fluxos migratórios e as condições da agricultura familiar.

Além dos professores das redes estadual e municipal, a formação contou com a presença dos educadores das Escolas Familiar Agrícola,que são responsáveis por desenvolver a proposta pedagógica conhecida como Pedagogia da Alternância, que inclui a formação teórica do aluno simultaneamente com o trabalho prático, voltado especificamente à atividade no campo.

Também contribuíram para a experiência formativa representantes da sociedade civil e do poder público envolvidos com o combate ao trabalho escravo. Francisco Alan, da Comissão Pastoral da Terra de Teresina (PI), destacou a importância da valorização do trabalho no campo e do desenvolvimento de iniciativas que contribuam para o desenvolvimento da agricultura em convivência com o Semiárido nordestino. O procurador do trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 22ª Região, Edno Moura, detalhou aos professores as ações de fiscalização e repressão ao trabalho escravo que são realizadas no estado piauiense.

O município de Oeiras foi selecionado pelo programa para a realização dessa ação formativa por estar localizado em uma região do Piauí em que é frequente o êxodo de pessoas em busca de melhores condições de vida e de trabalho. Diante disso, considerou-se que o trabalho preventivo a respeito do trabalho escravo era pertinente para se diminuir os riscos do aliciamento e da exploração. Os professores apontaram que os alunos do Ensino Médio são um dos principais grupos a partir da cidade para São Paulo e Minas Gerais com o objetivo de trabalhar na construção civil. Há alguns anos, a maioria migrava para as regiões canavieiras do estado paulista. Mato Grosso e Pará também são outros destinos de trabalhadores que buscam empregos em madeireiras e na pecuária, respectivamente.

Nesta semana, os educadores do Escravo, nem pensar! realizam outra formação no Piauí: desta vez na cidade de Picos.

 

 

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3 Respostas para “Professores de Oeiras participam de formação sobre trabalho escravo”

  1. NAYANNE GOMES

    Uma semana de muito aprendizado. Parabéns formadoras Natália e Marina pela maravilhosa formação!

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    • Natália Suzuki

      Oi Nayananne! Foi muito legal fazer a formação aí em Oeiras com vcs! Inesquecível =) Vamos voltar no final do ano!

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  2. Natália Suzuki

    Olá, Reginaldo! Ficamos felizes que tenha gostado da formação e com o elogio. Foi um prazer para mim e para a Marina realizar o trabalho aí com vcs! Nos vemos em novembro. Grande abraço!

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