Catedral de Nossa Senhora da Vitória (Créditos: Diocese de Oeiras)

Catedral de Nossa Senhora da Vitória
(Créditos: Diocese de Oeiras)

Cidade de Oeiras. As ruas do centro cobertas pelos paralelepípedos denunciam a sua idade: é a mais velha do Piauí; por quase um século foi capital do estado. Essa atmosfera de cidade histórica colonial acolhe os turistas como quem diz: “Bem-vindo!”, dando a sua graça quase lúdica pelo brilho fosco da placa do Cine-Teatro ou pela herança portuguesa na arquitetura das construções mais antigas.

Oeiras é uma cidade de lendas e religiões cristãs. Sim, digo “religiões” no plural, porque lá está a Igreja Católica, presente nos costumes, na tradição e na procissão de Bom Jesus do Passos, mas também há as igrejas neopentecostais, mais tímidas, mas, nem por isso, pouco expressivas.

A Catedral de Nossa Senhora da Vitória foi construída com o suor dos escravos negros. Dizem que, durante o seu processo de restauração, encontraram vestígios de gente emparedada. Quanto horror! Horror também foi saber que os escravos não podiam frequentar essa Igreja de brancos. Foi preciso levantar outra, a do Rosário, para os negros.

Parti de Oeiras com a sensação de que o relógio tem um ritmo diferente ali. Tudo passa lentamente como se a história se esforçasse para vencer o tempo sem ser maculada.

Por Natália Suzuki, que esteve em Oeiras entre 23 e 31 de maio para a formação do Escravo, nem pensar!

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