Participantes de projeto estão produzindo filmes e programas de rádio para levantar debate sobre escravidão e o campo

Comunidade Jacaré Valente assiste à apresentação na escola Antônio Alves Dias (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Comunidade Jacaré Valente assiste à apresentação na escola Antônio Alves Dias (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

No último dia 14, cerca de 200 pessoas da cidade de Confresa, em Mato Grosso, participaram da mostra cultural organizada pela Escola Estadual Antônio Alves Dias, localizada na comunidade Jacaré Valente, por meio do projeto “Rádio na escola – Comunicação como meio de erradicar o trabalho escravo contemporâneo”, em parceria com o programa “Escravo, nem pensar!”.

Neste dia foi feita a segunda apresentação aberta ao público, com exibição de diversos materiais produzidos por professores, professoras e estudantes, como cartazes, textos, desenhos sobre a escravidão antiga e a contemporânea, poemas, músicas e espetáculos de dança e de teatro. Também foram distribuídos folhetos informativos para a comunidade. No segundo semestre, entrará no ar o programa de rádio da escola, produzido por alunos e alunas da 8ª série. A rádio consiste em uma caixa de som que irá transmitir o programa nas escolas Jacaré Valente e Antônio Alves Dias.

Um dos objetivos desse projeto é também resgatar a memória da comunidade, que teve origem em um assentamento. Para isso, estão produzindo um filme com o envolvimento dos estudantes. As turmas de Educação de Jovens e Adultos participam da iniciativa com pesquisas na comunidade e, ao mesmo tempo, são fonte de informação sobre a história de ocupação da região, que já envolveu casos grilagem e conflitos por terra.

Estudantes da escola Novo Planalto também presentes no combate à escravidão (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Estudantes da escola Novo Planalto também presentes no combate à escravidão (Crédito: Arquivo Repórter Brasil)

Além da Escola Estadual Antônio Alves Dias, outras três escolas situadas na zona rural (Escola Municipal Pau Brasil,
Escola Municipal Jacaré Valente e Escola Municipal Novo Planalto) – estão participando das atividades. Com isso, o tema tem sido trabalhado de maneira multidisciplinar e as turmas têm produzido cartazes, gibis, paródias, filmes, teatro, desenho e artesanato como incentivo à economia solidária.

Ao todo, estão em andamento quinze projetos de prevenção ao trabalho escravo rural, espalhados por doze municípios de seis estados do Brasil – Mato Grosso, Tocantins, Pará, Bahia, Maranhão e Piauí. Eles são apoiados pelo programa de educação para prevenção e conscientização sobre trabalho escravo “Escravo, nem pensar!”, coordenado pela ONG Repórter Brasil, e pela Catholic Relief Services.

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